Lá fomos para o bar, com a Sandra a desculpar-se sempre com o inglês afrancesado, a perguntar-me como é que eu já conseguia orientar-me tão bem, comigo a mostrar-lhe as casas cúbicas (mas sem grande interesse da parte dela).
Fomos recebidas pelas meninas do ESN, que são bem simpáticas, principalmente a Saskia, que tem a boca um bocadinho torta, mas até é engraçada. Deram-nos uma bebida grátis, lá pedi uma Heineken (que não tem nada a ver com a que provei em Portugal)e fiquei com os outros erasmus numa mesa a falar, a fazer macacadas e a tirar fotos.
Sandra (francesa), Sara (espanhola), eu, Genis(espanhol), Lorena (espanhola), Adam (húngaro)
Lorena, Lorenzo (italiano), Tom (australiano), Reinaldo (brasileiro) e Adam
Depois destas fotos, o Lorenzo começou a cantar "Samba! Rio de Janeiro lá lá lálá lálálá lá lá" (não me consigo lembrar do nome original da música). Depois passámos para a música espanhola (macarena, bomba, suavemente e mais uma data delas). Quando chegámos a Portugal, ninguém se lembrava de nada. "Fado?! O que é isso??!"
O brasileiro disse que quando pensava em Portugal, pensava em azeite de oliva (lol) e vinho do porto, de que o pai gostava muito. Até que se lembrou do vira!!! E insistiu tanto tanto tanto para eu mostrar o que era o rancho (como se fosse uma coisa de que eu tenho muito conhecimento), que eu lá me pus aos saltinhos e aos estalinhos para um lado e para o outro. Ridículo e demasiado engraçado. Mas melhor só mesmo o Reinaldo, Lorena e Lorenzo a tentarem imitar-me. Impressionante mesmo.
Ficámos por lá mais um bocadinho e antes da meia-noite tivemos de vir embora, porque é quando o metro fecha. Vim com a francesa até a central station e depois cada uma seguiu o seu caminho.
Hoje tive outra aula. Continuo a ficar completamente surpreendida com a descontracção com que as pessoas sacam de laranjas, descascam e comem ali na boa, a seguir a aula com a mesma descontracção. O prof de hoje não dizia "congiume" mas dizia "you are the managers of the fiuturrre". Segundo ouvi atrás de mim, é belga da parte francesa. O homem esteve a dar a aula sempre com um sorriso na cara, impressionante, e tinha no pescoço uma mancha que, se não era um chupão, parecia-se terrivelmente com um.
Depois da aula, fui ver onde era a sala onde tenho aula amanhã, porque provavelmente vou chegar atrasada, já que o Filipe chega amanhã (:D) e quase de certeza à hora que a aula começa. Lá descobri o edifício T e fui directa até ao Café Lisboa, comer uma sopinha de legumes com um aspecto óptimo. Tinha um aspecto tão bom e estava tão esfomeada (eram 15h30, tinha comido um iogurte, uma maçã e um sumo desde que tinha acordado), que levei uma colherada à boca tão avidamente que queimei língua, garganta, tudo o que houvesse no caminho! No entanto, digo-vos, sopa igualzinha à da minha avó, que faz sopas como ninguém.
Já tenho mais uma pessoa em casa. A polaca, que afinal não vive em Espanha, já chegou. A senhoria deve-se ter baralhado toda, porque antes vivia cá um espanhol. Muito simpática. Entretanto ela esteve a falar com um italiano que vive aqui em frente, que a convidou para ir tomar chá e me disse que se eu quisesse também podia ir. Ele ontem tinha tocado à campaínha à procura do tal espanhol e eu respondi-lhe um bocado espantada que não havia aqui nenhum espanhol, mas agora está tudo explicado.
Hoje à noite, há outra vez copos, desta vez no Concordia, um bar perto da universidade, que reúne muitos estudantes de nacionalidades diversas. Combinei às 21h na Central Station com a Sandra, por isso tenho de ir comer o arrozinho que acabei de fazer. Amanhã conto novidades.
Boa Mi!!!
ResponderEliminarMostra aí a esses holandeses de meia tigela como se bebe uns copos à maneira e como o ppl por cá se diverte!!!
Já agora, continua a manter o contacto com a espanhola que parece ser muito interessante ;)
beijinho grande de saudadi!!