Começámos por ir até ao Museum van Boijmans Beuningen, um museu que tem obras de Pieter Bruegel, como a Torre de Babel, Dalí, Kandinsky, Mondrian, Monet, Rembrandt, Van Gogh, entre outros.
Cá está a entrada do museu.
Seguimos depois pelo parque por trás do museu, onde o Filipe aproveitou para ver se de facto se conseguia andar em cima dos lagos gelados.
E entretanto vimos algumas pessoas a fazer o mesmo.
Depois fomos ver a Euromast. É uma torre com 184 metros de altura, que permite ver Roterdão toda e, em dias menos enevoados, um pouco mais além.
Lá subimos, depois de nos exigirem um pagamento de uma quantia não muito razoável e começámos a ver as vistas a uma altura nada pequena. Não estava lá muito receptiva àquelas alturas, principalmente a subir umas escadas lá em cima, de metal e que, ao subir, podia ver a estrada e o rio cá em baixo debaixo dos pés. Mas fomos e pusemo-nos a tirar fotos com a Ponte Erasmus e a zona do porto por trás. O sol a pôr-se e o nevoeiro não compunham propriamente o cenário ideal, mas foi engraçado.
As pessoas a patinarem nos canais gelados.
Eu, com a Erasmusbrug lá ao fundo.
O Filipe, com a zona do porto ao fundo.
Uma vez que estávamos na terceira plataforma e eu não queria mesmo voltar a enfrentar aquelas escadas desgraçadas, pus-me à procura de um elevador. Vi um com um aspecto muito velho e vi uma pessoa a sair de dentro da torre, a acenar com a cabeça afirmativamente e a apontar para dentro do que parecia ser um elevador. Entrei, o Filipe veio atrás de mim e aquilo só tinha lugares para sentar em redor daquele cubículo, em círculo virado para fora. O Filipe começou a dizer "tens a certeza que isto não vai para cima?" e eu perguntei ao senhor e, enquanto ele me dizia que íamos para cima, já o elevador estava a subir. Um elevador panorâmico. Eu ia subir ainda mais, ainda mais me parecia que estava a ver demasiado a rua e o parque e o rio lá em baixo. O Filipe só se ria, dizia que eu tivera uma óptima ideia e eu só respondia que não gosto lá muito de montanhas russas, ao que ele contrapunha que estávamos a subir bem devagar.
Algures no meio do ar, o senhor, que deve ter poucos anos a mais do que nós, revelou ser um.... TUGA! Lá nos mostrou onde ficava a zona do porto, explicou como ir para lá, onde ficavam os estádios do Sparta e do Feyenoord.
Depois de descermos as escadas infernais e o resto da torre, conseguimos finalmente chegar à saída. Disseram-nos para voltar à esquerda quando saíssemos. Do lado direito estava um aparato policial enorme, com alguns polícias com umas pás a varrer o passeio e um pano a tapar a cena para quem estivesse do outro lado. Pelos vistos, algum tempo antes, alguém se tinha atirado do cimo da torre, segundo o segurança da torre.
Ele realçou que estavam a raspar os miolos do passeio, que estavam misturados com o gelo do passeio. Despediu-se de nós com um "welcome to Holland" mórbido, inquietante e verdadeiramente desadequado.
Voltámos a pé para a zona perto de casa, fomos às compras e fomos buscar comida um take-away árabe aqui perto. Amanhã vamos a Amsterdão, se o Filipe estiver melhor do pé (deve ter dado um jeito).
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