quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

BILHETES COMPRADOS :D



ALVALADE - 3 DE JUNHO DE 2009 :D

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Para quem aqui vem ter à procura de "prostitutas de roterdão" ou "putas de roterdão" (já é a segunda pessoa que vem aqui ao desengano), ou mesmo de "gays holandeses" (alguém das Canárias também cá veio parar assim...), sinto muito, mas não conheço ninguém que corresponda a tais critérios.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Portugal 1 - Holanda 0

Ir ao site dos correios holandeses (TNT post) requer uma certa paciência e o google translator sempre à mão. Isto, porque a página do TNT post não tem nadica escrito em inglês.
Por mera curiosidade, fui até ao site dos CTT e fiquei deveras surpreendida com a bandeirola do Reino Unido no topo! Senhores dos correios holandeses, se até os tugas têm informação sobre cartas e encomendas em inglês, por que raio um país com tanta gente estrangeira não tem?!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

para o pessoal da FEUC e outros futuros e presentes economistas...

... umas anedotas sobre economistas aqui e uma tradução brasileira sem piada nenhuma das mesmas aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ando numa de músicas e pouco numa de estudo... Não é muito bom de se dizer, mas a vontade de pegar nos livros é pouquinha.

Hoje, a música do estudo é esta:


Firth of Fifth - Genesis



E já agora, como estudante de economia, queria chamar a vossa atenção para algo que o meu pai me deu a conhecer antes de vir para aqui. Ele tem uma colecção de LP's que é uma caixinha de surpresas. Em Dezembro, apresentou-me o "FMI" de José Mário Branco, que constitui uma forte crítica social e política, tendo a letra sido escrita em 1979 e gravada ao vivo em 1982, e que mantém a sua actualidade de uma forma impressionante. Para quem tiver paciência, faça favor de ouvir este senhor.

Uma pequena nota: os acordos com o FMI (1979 e 1983) surgiram numa altura de crise sem precedentes, motivada também pelos choques petrolíferos de 1973-74 e 1979, que lançou as contas nacionais num estado deplorável; com défices enormes e falta de dinheiro para pagar a dívida externa, Portugal endividava-se cada vez mais. Foi também uma altura de elevada inflação, chegando perto dos 30% no final de 1983, de aumento de impostos, de drásticos cortes orçamentais, de subida das taxas de juro, tendo obviamente reflexos nos salários reais, no aumento do desemprego e afectou violentamente tudo aquilo que podemos definir como bem-estar de um país e da sua população.

parte 1:




parte 2:

o meu último vício


Paddys Revenge - Steve Mac

é daquelas q ficam no repeat durante uma hora... sim, eu deixei isto a tocar na última hora... sono zero... alguém quer ir para os copos? :p

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

as ultimas semanas... - versão final

Tenho andado mais ocupada...

Depois de uma ida a Amsterdão no dia 31 de Janeiro, em que fui finalmente ao Rijksmuseum, começaram os preparativos para uma curta estadia em Portugal. Voltei a Coimbra no dia 4 de Fevereiro e voltei para Rotterdam no dia 8, com a mala carregadinha de comida boa :)
Entretanto, dia 13 tinha de entregar um trabalho de História do Pensamento Económico e tinha teste. No entanto, dia 9 tive um jantar de aniversário numa residência, acabei por não fazer nada de jeito. E dia 10 tinha o "official welcome to international students", que acabou por ser muito engraçado e também não peguei nos livros nesse dia.

O official welcome começou com um discurso da presidente do ESN, continuou com um discurso do reitor da universidade, que nos disse para termos cuidado com o álcool e drogas, alertou-nos para o aumento da criminalidade na Holanda e disse para arranjarmos um novo amor, com a certeza porém que não iria durar muito.
Seguiu-se uma sessão de stand up comedy com um comediante inglês, muito conhecido na Holanda, Adam Fields, que nos iria fazer um retrato dos holandeses. Este senhor deu-nos uma autêntica dor no diafragma de tanta gargalhada que nos fez dar. Começou por gozar com o reitor e a sua recomendação quanto ao novo amor, dizendo que ele se tinha esquecido que as pessoas podiam já ter um, mas que à boa maneira da tolerância holandesa, ele devia achar que podíamos ter uns cinco ou seis. Disse também que se tivéssemos problemas nesta área, podíamos sempre contactar o reitor, que seria certamente um óptimo match maker. Como solução para o aumento da criminalidade, deixou a dica para se legalizar também o crime, com a emissão de licenças para assaltar pessoas, horas próprias para o vandalismo, etc. Seguiu-se um retrato hilariante dos holandeses (a forma como falam, que causa autênticas dor de garganta, a mania da pontualidade, a forma como esperam que toda a gente diga "lekker" quando provam a comida deles, acompanhada de um gesto esquisito - qualquer coisa parecida com esfregar a orelha à distância com a mão esticada em movimentos circulares) e dos próprios ingleses, com a sua barriga farta e músculos no braço de tantas canecas de cerveja que levantam.

Depois havia um jantar de comida típica holandês (grátis, o que dá sempre muito jeito). Comemos stamppot:



Basicamente, era batata cozida esmagada envolta em couve ou batata esmagada com cenoura ou batata esmagada com outro vegetal (que eu não consegui descobrir o que era), acompanhada, como sempre, por uma salsicha. Não era mau de todo, mas eu armei-me em alarve a servir-me e fiquei com o prato atulhado de comida, não tendo comido nem metade. Foi o suficiente para atrair um senhor que andava a fazer uma reportagem para a Erasmus Magazine, que nos tirou umas fotos e nos perguntou nomes (ele achava que conseguia escrever o meu apelido, mas eu achei melhor não arriscar....). Pelos vistos vamos sair na próxima edição, depois envio exemplares para toda a gente :D
Tínhamos também direito a duas bebidas grátis, havendo vinho, cerveja e sumos à disposição. Eu acho imensa piada, já no primeiro dia na recepção de ano novo havia comida e bebidas alcoólicas para toda a gente. Alguém podia avisar lá na FEUC que esta é uma forma de incentivar os alunos....

Seguimos para o Eindeloos, como sempre às terças-feiras, mas não estava tão animado como de costume, pelo que à meia-noite já estava em casa.

A partir daí, tinha de me concentrar no trabalho e no estudo para o teste. Claro que quarta não consegui fazer nada de jeito e deixei tudo para quinta. Quinta claro que fiz o trabalho em cima do joelho e ainda gostava de perceber como é que as minhas colegas de grupo turcas conseguiram responder a 14 questões em duas horas, quando eu levei o dia todo a responder a seis (se é que se pode dizer que de facto respondi o que se pretendia....).
Acabei o trabalho à uma e meia da manhã, não conseguia dormir, por isso pus-me a ver um filme, "Rachel getting married", que me conseguiu pôr a chorar durante umas dezenas de minutos.... Devo ter dormido umas quatro horas e meia.
Na sexta tinha aula às 11h e teste às 13h. Resumindo, pura e simplesmente não peguei nos livros para o teste e baralhei-me toda durante o mesmo...

Sexta à noite... Que raio fiz eu sexta à noite? Ah, sexta à noite fui a uma festa franco-espanhola na International House, mas não foi lá muito boa. Eu e a Sandra depois já não apanhámos o último tram para casa, por isso viemos a pé, o que se revelou bastante mais divertido do que o resto da noite. Acabámos por identificar uns bares engraçados para ir qualquer dia e fartámo-nos de rir ao longo do caminho.

Sábado, combinámos ir ao mercado para comprar fruta e arranjar a bicicleta. A Elin também foi connosco e levou a bicicleta dela para ver se eu a queria, porque era demasiado pequena para ela. Lá fiquei com aquela coisa horrível e deixei-a também a arranjar o pneu furado no senhor que arranja bicicletas no mercado (fica bastante mais barato do que ir a uma loja).

Por isso basicamente, aqui está a minha nova aquisição, à qual ainda me estou a habituar.




Só chego com as pontinhas das pontinhas dos pés ao chão. Quando tirei a carta de carro, nos primeiros tempos só rezava para que ninguém parasse à minha frente e para que os semáforos estivessem sempre verdes. Agora a história repete-se.
Ando tão bem naquela coisa que já vi pessoas a escangalharem-se a rir na minha cara quando tento iniciar a marcha. É uma figura verdadeiramente ridícula.
Aliás, para terem uma ideia, ontem a vir de casa da Sandra entrei em contramão (a minha dúvida estúpida ao escrever esta palavra: aqui- e sim, sempre que eu escrevo aqui, vou imensas vezes ao dicionário) na linha do autocarro. Quando me dei conta, tive de sair da bicicleta, pegar nela e pô-la na estrada, mas em direcção à pista das bicicletas. Não estava fácil pôr-me em cima da dita e entretanto, vinha um carro, por isso achei melhor esperar que ele passasse. Ele não passou, parou ao meu lado e as duas polícias que lá iam dentro perguntaram-me se estava tudo bem num tom que parecia indicar "por acaso não estás embriagada, pois não?!". Lá lhes expliquei que ainda me estava a adaptar à bicicleta, que era só o segundo dia que a tinha e que era um bocadinho grande para mim. Largaram um "ôôôôôôôôôôôôhhhhh" e desataram a rir mesmo ali na minha cara. Lá perguntaram se a bicicleta era minha, contentaram-se com um "sim" (apesar de haver uma boa probabilidade de ter sido roubada de alguém antes de ma venderem...) e foram embora.

No sábado à noite, como era dia dos namorados, houve uma festa alusiva ao dia numa residência do outro lado do rio. Encontrei-me com o Adam e com a Sandra na central station e resolvemos ir de bicicleta. Como a bicicleta da Sandra, ficou sem ar no pneu dez minutos depois de arranjada, ela levou a minha e eu fui sentada atrás. Quarenta e cinco minutos depois, lá chegávamos à African Inn.
Quando chegámos, a festa não estava lá muito animada, mas havia um jogo em que cada rapariga tirava um papel de um montinho e cada rapaz outro de outro montinho e tinham de encontrar o par respectivo. Isto à base de casais conhecidos (Tom Cruise e Katie Holmes, a Bela e o Monstro, Ken e Barbie, Homer e Marge Simpson, David e Victoria Beckham, Romeu e Julieta, etc.).
A mim calhou-me a Scully dos X-files, a que eu nunca achei piada, e tinha de encontrar o Mulder. Depois de encontrado o par respectivo, tinham de tirar uma foto e escrever os nomes verdadeiros num coração da parede.
Uma hora e tal depois, olho para um rapaz com um aspecto esquisito, que olha para mim e diz "eu sou o mulder e tu?". Que raio de Mulder me havia de calhar na rifa... Uma figura esquisita com uma argola no nariz tipo porco, super contente por finalmente ter encontrado a Scully. Lá tirámos a foto, escrevemos o nome e pisguei-me dali logo. Não é por nada, mas o rapaz era um bocadinho estranho e estava demasiado entusiasmado...
Ficámos até às 3h na African Inn e voltámos para casa de bicicleta, com um frio estúpido.

Domingo é o santo dia do descanso, o único em que fecho os estores do meu quarto para conseguir dormir até tarde. Ontem, por acaso foi o único domingo em que saí de casa à noite, havia uma pequena festa em casa da Sandra e do Adam, para mostrar o apartamento aos amigos. Fui gozada por ter acordado às 15h. O que eu não percebo é como é que estas pessoas aguentam a semana toda a levantar-se às 9h e ao domingo ainda fazem orgulhosamente o mesmo...
No entanto, hoje o dia começou cedinho. Levantei-me às 09h45, com umas dores no rabo da bicicleta e lá fui para a universidade da mesma maneira. Doeram-me as pernas durante grande parte do caminho e agora que tenho de fazer este esforço para pedalar, descubro que a Holanda não é assim tão plana quanto dizem! Cheguei à universidade meia hora depois a precisar de um novo banho e fui direitinha para a aula, só para me sentar a descansar!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Uiii... que deixei acumular duas semanas para contar...

Dia 23 de Janeiro, sexta-feira, era dia de teste. Comecei a tentar estudar na segunda, na terça continuei a tentar e na quarta já só dizia "tirem-me esta porcaria da frente, que isto é uma seeeeecaaaa!!!!". Por isso, terça e quarta à noite fui para os copos. Terça no eindeloos, quarta no Concordia (eu prefiro o Eindeloos, sempre dá para respirar um bocadinho, porque o Concordia agora enche tanto, que eu vejo-me um bocado aflita para conseguir obter ar com menos dióxido de carbono; é que à minha volta é tudo grande e abafam-me que é uma coisa parva - e nem vou falar daqueles que são tão altos que vão contra mim na universidade porque não me vêem....)




Terça, 22 de Janeiro - um cheirinho da noite no Eindeloos




Quarta, 23 de Janeiro - Concordia

Para não sentir algum peso na consciência, pedi a toda a gente para não me dizer nada na quinta, para ver se com a pressão ainda estudava alguma coisa. Confesso que não estudei lá muito, mas na sexta quando vi o maldito-teste-que me-afastou-das-pessoas-por-uma-noite pensei "uuuuuh eu sei alguma coisa yeeeehhh". Claro que não estudei metade da matéria (nunca estudo...), nem fiz as perguntas todas (também nunca faço), mas o saldo até foi positivo (pensando que não, a técnica até dá resultado): tive sete em dez, tendo feito apenas sete das dez perguntas :) ihihihihi.

No dia seguinte, estava marcada uma viagem até Delft, organizada pelo ESN.

Delft não tem mesmo nadica de nada a ver com Roterdão. Fora de Roterdão tudo me parece mais pitoresco e acolhedor, casinhas pequeninas, história,...




City Hall


A Nieuwe Kerk


O nosso grupo a tentar enfiar-se todo num pontezinha - éramos 81 ao todo.




E, caso não tenham reparado eu estou ali mesmo à frente - sim, porque eu faço sempre questão de gritar "short people at the front!!!" e eles lá fazem o favorzito de me deixar passar para primeiro plano.

Começámos por ir a uma fábrica de louça de Delft.
Uma pequena explicação: a louça de Delft, Delfts Blauw, é muito conhecida e completamente feita à mão. Chama-se Delfts Blauw, porque é, tradicionalmente, pintada em tom de azul (blauw).
Na fábrica, que não era mais do que uma pequena loja, o dono explicou-nos o processo de fabrico inteiro, disse-nos também que existiam apenas três fábricas que actualmente faziam verdadeira louça de Delft e que a maior parte das coisas que encontramos nas lojas de souvenirs são feitas em Marrocos e China. Ensinou-nos a distinguir a louça verdadeira da falsa: assim muito resumidamente, toda a loiça verdadeira tem o símbolo de uma das três fábricas e diz "Delft" (apenas estas podem ter escrito Delft nas peças, as falsas tentam fugir a isto inscrevendo por exemplo "Delft Blue").









Uma miniatura em louça do City Hall





Depois fomos visitar a Nieuwe Kerk. Esta está associada à família real holandesa, a Casa de Orange, desde a guerra dos oitenta anos com Espanha (também designada de revolta holandesa ou revolta dos Países Baixos), que aconteceu entre 1568 e 1648. Devido à guerra, Willem van Oranje, rei na altura, mudou a sua residência para Delft pouco antes de morrer. Foi assassinado a 10 de Julho de 1584 e, uma vez que Breda, cidade onde até aí a família real era sepultada, se encontrava tomada pelo império espanhol, foi sepultado na Nieuwe Kerk.
A partir daí, a família real holandesa passou a ser sepultada nesta igreja.


Mausoléu de Willem van Oranje


A pedra que cobre a entrada para a cripta onde é sepultada a família real. Só é permitida a entrada a membros da mesma.

Para um esquema da cripta, cliquem aqui (e depois em "House of Orange", onde vão encontrar um separador que diz "The Royal Burial Vaults" em que devem clicar).

Depois da Nieuwe Kerk, seguimos para a mais velhinha, a Oude Kerk. Lá encontram-se sepultados Piet Hein, o herói naval da Holanda de que já vos falei, e Johannes Vermeer, um pintor holandês bastante conhecido, que pintou quadros como "A Rapariga do Brinco de Pérola" (que deu o nome ao filme sobre Vermeer) e "The
milkmaid
".


Oude Kerk





Já cheiinhos de fome, o meu grupo (tivemos de nos separar em dois, porque andar com oitenta pessoas para trás e para a frente, não é fácil) foi finalmente almoçar. Se bem que não se pode chamar àquilo almoço, mas os holandeses nas refeições são esquisitos como tudo. Fomos então comer poffertjes. Poffertjes são tipo umas mini panquecas doces, que levam depois uma dose cavalar de açúcar e manteiga derretida por cima. Um bocadinho enjoativas e nada comparado a um bom bife mal passado, mas lá deu para encher o estômago durante uma horita.


Poffertjes.

A visita oficial acabava aqui e depois quem quisesse ia até a um pub. Nós (eu, Sandra, Adam, Marianna, Sara, Lorena e Lorenzo ) resolvemos passear mais um bocadinho por Delft.Vimos algumas coisas engraçadas, desde um homem a demorar dez minutos a estacionar o carro junto ao canal enquanto nós rezávamos para ver o dito cair dentro de água (não há qualquer vedação a separar os passeios dos canais), até a uma loja de antiguidades que vendia uns souvenirs muito sui generis, bicicletas personalizadas... Para mais detalhes, vejam as fotos:










Entretanto, no meio do passeio, avistámos um moinho ao longe. Eu e a Sandra resolvemos ir espreitá-lo e os outros ficaram à nossa espera. Dar com a entrada não foi lá muito fácil, apesar de haver um letreiro gigante a apontar para ela, que consistia numas escadinhas de madeiras escondidas por uma parede. E quando eu digo escadinhas, são mesmo escadinhas, que eu não percebo esta mania de fazerem degraus em que nem o meu pé cabe, quanto mais as patorras dos holandeses. E não só, degraus pequeninos, mas sempre muiiitooos. Eu já mostro.
A entrada era grátis e o moinho estava vazio, não se viam sacos de farinha, apetrechos nenhuns, nada. Mas cá em cima tinha uma plataforma, que tinha uma vista engraçada e que dava muitas vertigens pelo simples facto de se ver a estrada lá em baixo por debaixo dos nossos pés, já para não falar das pás a rodarem mesmo ao nosso lado.



















Depois, fomos ter com o resto da malta, que já não era muita, a um pub na praça principal. Fomos convidados a ir jantar a casa de um holandês do ESN, que vive em Delft. Ele e mais quatro foram comprar bebidas e encomendar pizzas, nós fomos ter a casa dele e lá jantámos. Depois de muita conversa, algumas pessoas começaram a voltar para Roterdão. Ficámos só sete: eu, o Adam, a Sandra, a Marianna, o Tom, o Carl e o Paul (o dono da casa). No final de uma sessão de cantoria e já um bocado cansados, resolvemos ir apanhar o comboio. Antes de sairmos de casa, sabendo que era uma caminhada a pé de dez minutos, o Paul foi ver a que horas era o comboio, que só passava de hora em hora. Faltavam 17 minutos. 17 minutos para sair de casa chegar à estação.
Ora bem, dez minutos na passada do Paul, já são equivalentes a vinte minutos na minha. Agora, 17 minutos a andar rápido ao ritmo deles, para mim equivale mais ou menos a 17 minutos de treino para participar nos próximos jogos olímpicos na modalidade de marcha. Não bastasse isso, ao fim de 5 minutos enfrentamos a escalada de uma colina cheia de lama em que eu comecei a escorregar, a pensar que tinha de esfregar mais outras calças todas sujas e a rogar pragas a toda a gente e em que tive de pedir ajuda à Marianna (quase que se ia transformando numa luta na lama). E não bastasse isto, mal chegamos ao cimo da dita, começam todos a correr feitos malucos. Resultado, ao fim de não sei quantos minutos eu comecei a parar, embora tivesse um grupo de apoio incrível a berrar por mim "come on! you can do it" e eu só lhes dizia "corram vocês que eu vou no próximo".
No entanto, ainda apanhei o comboio nas calmas, como quem diz cheia de dor de burro, mas lá consegui chegar a tempo.

Chegados a Roterdão, ainda fomos a casa da Sandra e do Adam meia horita e depois vim para casa, porque precisava mesmo de dormir, até porque começava a ficar com uma dor de cabeça fortezita.

Quando abro a porta do prédio, vejo a porta do apartamento do andar de cima aberta e uma barulheira do tamanho do mundo: montes de pessoas a falar e música aos altos berros. Parecia que tinha um bar por cima de minha casa. Nem me deitei. Fiquei à espera que a festa acalmasse, o que só aconteceu duas horas depois, quando a música de repente baixou um bocadinho. Mas às 4h da manhã lá tive nova dose de puntx puntx puntx mm em cima do meu quarto, mais o som das pessoas a andarem de um lado para o outro e ainda o ruído de um café cheio de gente em dia de jogo.

Devo ter adormecido lá para as cinco/seis da manhã ainda envolta em barulho.

No dia seguinte, tinha os músculos todos doridos... Nem quero imaginar como vai ser quando finalmente tiver a bicla.

(Depois conto o resto, que isto, parecendo que não, demora muito tempo a escrever...)