segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Vondelpark e a tolerância dos holandeses

Antes de escrever sobre a semana que passou (já levei nas orelhas por andar tão distraída desta coisa), deixem-me manifestar-vos o meu choque, estupefacção, incredulidade, pasmo, admiração e assombro.

Eu ando sempre à procura de blogs de portugueses na Holanda, ando sempre a ler o que recomendam, o que já visitaram e a opinião deles sobre o assunto. Andava a ler um, quando me deparo com a seguinte notícia: no Vondelpark, aquele parque onde eu estive em Amsterdão, onde passam cerca de 10 milhões de pessoas por ano, é permitido o sexo em público a casais heterossexuais ou gays.

Sim, é permitido.

Com as únicas condições de que é permitido, desde que seja de noite, que levem o seu lixo consigo quando forem embora e nunca o façam junto do playground destinado a crianças.

Ora, isto deu muito que falar em 2008 (entretanto fui-me informar melhor). Primeiro, porque embora o sexo em público seja permitido, é proibido passear cães sem trela, coisa a que a câmara de Amsterdão prometeu maior vigilância e menor tolerância, o que ocasionou a revolta dos donos de cães.
Além disso, é proibido o nudismo, ou melhor, o nudismo exposto ao sol (lol - sunbathing in the nude). No entanto, é perfeitamente aceitável fazer topless. Isto também gerou alguma polémica, uma vez que em muitas cidades europeias é permitido fazê-los nos parques e também é tolerado em muitos parques e áreas naturais de Amsterdão, aliás, bem como no resto da Holanda.


Para que possam confirmar, sigam os links expostos em cima e ainda mais este e aquele.


Entretanto, depois de ter escrito isto tudo, descobri que a polícia de Amsterdão anunciou que não ia tolerar este tipo de comportamento, uma vez que a lei requere que ela o previna.

Já não percebo nada.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A música do estudo


You shook me all night long - AC/DC


E fiquei fula, porque eles vêm a Roterdão em Março e os filhos da mãe dos bilhetes estão esgotados! E os que há à venda na net... De 400€ para cima :( Estou triste e fula.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Passeio por Roterdão e Noite

Ontem resolvemos ir dar um passeio por Roterdão e, uma vez que já conheço mais ou menos isto, fui eleita a guia turística. Não foi tão enriquecedor como podia ter sido, porque também não me pareceu haver grande interesse da parte deles.
Combinámos encontrarmo-nos na estação do eléctrico de Beurs às duas da tarde e, para grande surpresa e alegria da Sandra, não houve grandes atrasos. Pelo contrário, dez minutos depois das duas já estávamos a ir em direcção à Ponte Erasmus. Ainda tentámos subir a um prédio cujo último andar tinha uma vista fenomenal, mas infelizmente era um centro de congressos e não nos deixavam ir lá acima por dá cá aquela palha.
Resolvemos ir espreitar a zona da Euromast, a Sandra queria ver o parque e quando lá chegámos ficou um bocado desiludida por não ver ninguém a passear no parque, ou a fazer jogging ou simplesmente a disfrutar do parque.

Eu tinha estado no parque uma semana antes e a diferença de cor era fantástica. Quando lá fui com o Filipe, os canais estavam congelados, a relva não se via, havia apenas um magnífico cenário de inverno, com tudo branquinho, com pessoas em cima dos canais e algumas a patinar. Uma semana depois, estava tudo verdinho.


Aqui uma pequena e fraca tentativa de ir para cima do canal...




Sandra e Lorena

Depois de passearmos um bocadinho pelo parque (e eu ter ficado com as calças todas molhadas e com alguma lama, que dava um aspectozinho óptimo à coisa), fomos até à Euromast. Eles não quiseram subir (também estava um dia cinzento como tudo), mas fomos perguntar se havia preços especiais para grupos no restaurante lá no cimo da torre. Uma vez informados, ficou combinado que um dia iríamos lá (mas um dia só, porque aquilo é caro como tudo).

De seguida, fomos ver a zona histórica de Delfshaven, de que eles gostaram muito. Apanhámos o moínho a fechar e já não pudemos visitá-lo por dentro... Mas tirámos algumas fotos, porque aquele sítio é bastante engraçado.

(Entretanto, para pôr aqui as fotos no blog, consegui apagar todas as imagens que tinha tirado desde que estou na Holanda... Consegui recuperar a maior parte, graças à pronta intervenção do Handy Recovery... mas mesmo assim estou chateada... Que merda.)



Reinaldo, Adam, Lorena, Marianna, Tom, Sara e Sandra





Depois cada um seguiu o seu caminho até casa, eu ainda quis ir comer umas batatinhas com maionese à zona de Beurs. A Sandra, a Marianna e o Adam acompanharam-me até à central station, onde, como de costume, nos separámos.

Combinámos encontrarmo-nos à noite no mesmo sítio para irmos beber um copo.

Assim, às 22h15, já com um atraso de 15 minutos, fui a primeira a chegar à Central Station. Pude reparar que há imensa gente que chega de comboio para vir cá sair à noite. O Adam e a Sandra lá chegaram e fomos procurar um pub com nice people e que desse para beber um copo e dançar um bocadinho. Depois de perguntarmos a umas quantas pessoas por bares engraçados, seguimos até à rua Nieuwe Binnenweg, onde encontrámos alguns. Quando nos decidimos a entrar num pub belga, o Boudewijn, ligaram o Lorenzo e a Lorena a perguntar onde estávamos. Uma vez que eles não conseguiam ir lá ter, por muitas explicações que lhes déssemos, resolvemos ir buscá-los à zona de Beurs e voltar. Meia hora a pé só nisto.
Voltámos para o bar e os cipriotas ligaram. Dissemos para ir ter à estação de metro ali ao lado, que o Adam disse ser a de Leuvehaven, e para ligarem quando lá estivessem. Meia hora depois eles ligaram e eu disse que ia lá buscá-los que era mais fácil. A Lorena resolveu vir comigo, o que se revelou bastante útil, porque afinal a estação de metro ali ao lado não era a de Leuvehaven, mas a de Eendrachtsplein.



Lá fomos nós buscar os meninos, que andaram uma hora a pé, porque também não seguiram bem as minhas indicações. Resumindo, andei mais meia hora a pé para trás e para a frente. Vou sair daqui com uns gémeos de fazer inveja a qualquer jogador de futebol (lol naaa, não quero isso...).



No caminho de volta de Leuvehaven...











A sessão de fotos obrigatória no pub.

Apesar de ainda não termos dado um pézinho de dança e de haver uns quantos a querer ir até a um club qualquer, viemos todos recambiadinhos para casa, naquilo que constituiu a minha saída até mais tarde nesta terra: duas e meia da manhã, xixi cama. Baaaaaahhh, fraquitos.

Hoje, fiquei praticamente o dia todo por casa. Fui só até ao Beurs Plein, à Hema, em busca de um furador, outro material académico e molas para a roupa que ia lavar quando chegasse a casa (felizmente, correu tudo bem, só ficou a cheirar demasiado a detergente, mas tendo em conta que eu estou a lavar a roupa por cores - sim, hoje foi a preta, amanhã são as calças de ganga, depois a roupa vermelha, depois a castanha and so on... - e ponho sempre como se fosse roupa sintética, não acho que haja grande problema). Sim, porque eu andei à procura do manual da máquina na net (claro que tal como os dizeres inscritos na dita, estava em holandês, mas o google translator ajuda muito...), andei a ler dicas para lavar a roupa, mesmo da marca dos detergentes e tal...

Ficam aqui algumas sugestões: aqui, aqui, ali e acolá.

Agora à noite, fui só dar uma voltita com os cipriotas e voltei para casa, que amanhã é dia de acordar cedo, para dar início ao estudo(não me apetece naaaaaadaaaaaa!!!!).


P.S. - A minha mãe sugeriu-me este site, que é óptimo para quem procura manuais de instruções. Eheheh

Fotos de terça no Eindeloos: What's-your-name-again-party







Não estão com grande qualidade, porque tirei-as do Facebook, uma vez que me esqueci da máquina neste dia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Aulas, passeios e vida além disso

Eu sei que não tenho escrito com tanta frequência. Esta semana foi mais cheia de coisas para fazer e tento sempre chegar o mais tarde possível a casa. Já se denota nas pessoas com quem costumo estar algum cansaço ao fim do dia, tanto pelas aulas como pelas noitadas que fazem em casa com as pessoas com quem vivem. Por isso, na quarta acabei por não ir ao Concordia, porque os cipriotas estavam cansados depois da primeira ida ao ginásio e porque a Sandra tinha o telemóvel desligado. São as pessoas que vivem mais perto de mim e para não fazer o caminho todo sozinha, prefiro ir quando algum deles vai. Por acaso não me lembrei de ligar ao Adam, mas também estava cansada e acabou por ser melhor ficar.
Ontem havia festa na International House. Combinei com o Fanis que me mandava um toque quando fosse para sair de casa, que seria por volta das 21h15, mas ele esqueceu-se e já só se lembrou com uma mensagem minha quando ia a caminho da dita. Fui lá ter, saí de casa às 22h10 e cheguei lá quase às 23h. A festa já tinha acabado. Era das 19h às 22h. Eu acabei de jantar às 21h.
Fui ter com eles na mesma lá dentro ao quarto do Lorenzo, onde a festa já tinha realmente avançado demasiado e já estava a acabar com um a vomitar na casa de banho. Resolvemos ir embora, ir até ao Cinéma, um club no centro. Ia a sair da International House e encontrei o italiano que mora aqui em frente, que tem uma tendência estranha para demorar a reconhecer-me à noite, mas que durante o dia, quando me vê a passar do outro lado da rua, assobia-me só para dizer adeus. Ele conseguiu desencantar uma bicicleta sem cadeado, embora sem corrente, mas trouxe-a com ele. Nós entrámos no eléctrico e ele ficou na estação a olhar para ele.
Chegados ao Cinéma, os australianos foram à frente e viram o acesso ao club negado. Segundo o porteiro, só podiam entrar pessoas com idade igual ou superior a 25 anos e com bons sapatos. Quando eles nos comunicaram isto, olhámos todos para baixo e desatámo-nos a rir: tudo de sapatilhas. Eu, o Fanis e o Kypros resolvemos ir para casa. Separámo-nos na Central Station, como sempre, e eu segui caminho até casa.
Não tinha andado muito, quando reparo numa figura conhecida a pé com uma bicicleta ao lado. O italiano daqui da frente. Uma hora depois o rapaz lá vinha, ficou chocado por me ver na rua àquela hora (quando dois dias antes nos tínhamos encontrado também por acaso mais ou menos à mesma hora; eu bem digo, aquele à noite deve ter o tico a dormir e fica com memória de peixe). Veio o caminho todo a falar, a falar, a falar. Ainda me convidou para ir a casa dele, mas eu recusei com um "tenho de ir dormir".

Hoje acordei a correr para ir imprimir um artigo de que precisava para a aula das 11h. Cheguei à faculdade às 10h54 e lá me pus a correr para os computadores. O login não dava. Pedi ajuda ao rapazinho do lado, que não conseguiu resolver o problema. Depois lá lhe pedi se ele me deixava imprimir uma folhinha e ele foi muito queridinho e deixou.
Fui a correr para a aula. Chego lá, deparo-me com um autêntico puto a dar a aula. Não é por mal, os profs aqui são todos bastante novos (tirando o das teóricas de História do Pensamento Económico; já explico), não têm nada a ver com aquelas coisas a cair de podre que já nem falar conseguem que apanhamos em Coimbra, mas aquele devia ter mais cinco anos do que eu no máximo dos máximos. E, para ajudar á festa, o rapazinho estava super nervoso, tremia todo a falar e quando as pessoas começavam a falar umas com as outras só perguntava "do you have any questions?", sem qualquer alteração no comportamento dos alunos.
Bem, adiante, a aula foi muito estranha. O rapaz põe-se a explicar muito rapidamente as ideias principais do mercantilismo, fisiocracia e da escola clássica(era prática de HPE). Passa-nos um artigo que dizia ele estava na net para nós imprimirmos (mas não estava nada, o homem baralhou-se todo e basicamente estive a imprimir aquela porcaria para nada), manda-nos ler, faz-nos perguntas, faz a ligação entre aquilo e a matéria e, de repente, sai-se com um "that's it". Acaba a aula ao fim de trinta e cinco minutos. Ainda houve lá um que perguntou se para a próxima a aula podia começar ao meio-dia, porque realmente levantar cedo, esperar pelo eléctrico, mais meia hora até chegar à universidade, ter aquelas tropelias com o computador e "that's it" não vale a pena. Mas pronto, aproveitei para ir imprimir as aulas todas e coisas que tinha em atraso, depois de ir ao Helpdesk perceber por que raio não conseguia fazer o login. Fiquei com mais de 100 folhas nas mãos para trazer para casa e ainda tive outra aula de Applied Microeconomics teórica,a que bem me apetecia não ir, mas tenho teste de hoje a oito e tinha mesmo de ser.
Hoje não houve sopa no Café Lisboa, porque tinha combinado às 3h na zona de Beurs com os outros erasmus para irmos às compras, por isso fiz uns pãezecos de manhã para ir comendo no intervalo e no final das aulas. Mas fui lá tomar uma bica :)
Eu não ia comprar nada, mas às 15h15 estava no Beurs Plein. Liguei à Sandra para saber onde andavam e ela disse que tinham adiado para as 16h.
Meti-me no eléctrico e vim a casa num instante pousar a tralha e encontrei-me na Central Station (peço desculpa, mas Estação Central soa muito mal!!!) com ela e com o Adam. Seguimos a pé até Beurs e andámos a ver lojas. O resto só chegou às 17h.

Muitas lojas depois.....

(os italianos às compras são piores do que as mulheres, demoram imenso, têm demasiadas dúvidas, pedem opinião sobre tons de cor de rosa trinta mil vezes e páram em tudo quanto é esquinas)

Às 19h, resolvemos ir embora, com uma pequena passagem para comprar o meu jantar (agora tem de ser todos os dias assim, o frigorífico continua a ser pequeno e o mini congelador que existe dentro dele continua a não funcionar).

Cheguei a casa e o Niels (o holandês daqui de casa, que ontem me ensinou a dizer algumas asneiras em holandês :D) apanhou-me em cima do escadote e escangalha-se a rir. É que o armário já está uma altura demasiado grande para mim e a única parte que me calhou é em cima, sem escadote tenho de andar aos pulos e não vejo nem em que é que estou a pegar, nem o que tenho lá ao fundo.
Depois de lhe dar o espaço ocupado pelo escadote para ele passar, comunicou-me que ia fazer "pasta with some groceries on" e perguntou-me se eu queria um bocado, que ele fazia sempre demasiado. Eu tinha as minhas almôndegas para fazer, por isso recusei.
Passado um bocado, bate-me à porta do quarto a perguntar se eu não queria mesmo e a mostrar-me a obra prima. Eu confesso que não resisti, tinha um aspecto óptimo mesmo, as almôndegas que se lixassem. E sabia mesmo bem.
Como ele cozinhou, eu lavei a loiça enquanto o alemão fazia as suas próprias pizzas (sim, pão, fiambre, queijo e mais umas quantas coisas). Aproveitei para o conhecer um bocadinho, porque praticamente ainda não tinha falado com ele. Resumindo, ele está aqui a fazer o curso, tem 21 anos (na Alemanha eles têm 13 anos de escolaridade antes do ensino superior e ele resolveu ir viver um ano para a Austrália antes de entrar na universidade). Contou-me também que o Niels era vegetariano desde há uns meses (daí os brócolos e o tomate na massa; se bem que aquilo também tinha chouriço ou qualquer coisa parecida). Entretanto, o Niels apareceu e eu pedi-lhe para ele me ensinar a cozinhar (lol), coisa que ele prometeu fazer.

Agora vou ficar por casa, já que amanhã vou conhecer Roterdão (lol) com os restantes erasmus e à noite vamos sair um bocadinho. Depois inicia-se o estudo intensivo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Estes últimos dias

O Filipe foi embora na segunda de madrugada. Depois de um pequeno período de choradeira (volta e meia tem de ser), lá voltei para a cama. Deu-me uma dor de barriga enorme, mas consegui dormir duas horitas. Acordei e fui à casa de banho a correr, estava com uma diarreia terrível.
Eu sei que isto é uma conversa de merda, literalmente, mas é curioso, porque além de já ter tido uns quantos dias de dor de barriga intensa e parecer que estou a fazer xixi pela frente e por trás, desde que vim para aqui até a cor da dita coisa mudou.

Já como melhor, tenho ido ao café Lisboa comer umas sopas ao almoço e tenho tentado jantar mais decentemente, embora de cada vez que vá ao supermercado tenha imensas dúvidas sobre o que levar para o jantar. Comprei um arroz no primeiro dia, que ainda não consegui atinar com aquilo: demora muito tempo a cozer e quando finalmente coze,
parece que não abriu nem um bocadinho.

As aulas lá vão indo, não tenho vontade nenhuma de pegar nos livros, que me parecem uma valente seca. O engraçado nas aulas é que vou aprendendo cada vez mais coisas sobre a Holanda através dos exemplos que os profs utilizam. E não só da Holanda. Há imensos exemplos em que se comparam as políticas utilizadas pelos países europeus e pelos Estados Unidos.
No outro dia, estava numa aula em que o prof fez um comentário sobre estarmos na idade das "love hormons", disse que compreendia isso tudo, mas que se achávamos que não as conseguíamos suportar para nos separarmos uns dos outros. Estava-se a referir a uma amena cavaqueira entre um rapaz e uma rapariga e esta não achou piada nenhuma.

Ontem fui ao Eindeloos. Esqueci-me da máquina fotográfica em casa, mas passámos um bom bocado. Os cipriotas estão sempre dispostos a fazer a festa e, após vários copos, já se faziam apostas sobre se o brasileiro iria ou não vomitar. Apenas ele achava que não.
Sempre que eu e o brasileiro começamos a discutir as diferenças culturais entre Portugal e o Brasil escangalhamo-nos a rir. Pode começar muito subtilmente, como numa conversa sobre o ice skating em que eu lhe perguntei se ele tinha malhado, lá lhe tive de explicar que malhar para mim significa cair e não fazer exercício. A partir daí, falou-se nas cuecas. No Brasil, os homens usam cuecas e as mulheres calcinhas. Quando ele ouve uma portuguesa a falar sobre as cuecas dela, ele fica bastante baralhado. Assim, como quando ouve um homem a dizer qualquer coisa sobre a sua camisola. Camisola lá é blusa e a camisola deles é uma camisa de dormir em Portugal.
Ah! E aquilo era a "What's-your-name-again-party", em que se punha um papelinho com o nome nas pessoas. Eu não tinha nenhum e fui pedir um papel a um rapaz que tinha uma camisola laranja (as pessoas do ESN, a associação que recebe os exchange students, andam smp com essas camisolas laranjas com o logotipo), que me disse para ir ter com uma menina que estava na outra ponta do bar. Eu não a via. E ele, que era enorme, não fez mais nada, toca a pegar na Mariana ao colo e pô-la ao nível dele. Parecia que estava a ter uma perspectiva de uma câmara de vigilância. Claro que conseguia ver a menina de que ele estava a falar!

Na segunda começou a chover e ontem choveu mesmo todo o dia, mas aqui vejo toda a gente andar à chuva, sem chapéus, gorros ou carapuços. Eu cheguei ao Eindeloos com o casaco todo molhado, não percebo como é que eles conseguem andar assim com a cara cheia de pingos...
Logo à noite devo ir até ao Concordia. Desta vez não me esqueço da máquina.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Delfshaven,Hotel New York, Estádio do Feyenoord, Cubic Houses por dentro e Maritim Museum

Domingo, voltámos a acordar cedo. Saímos de casa para ir ver o Estádio do Feyenoord, fomos até à Centraal Station, entrámos no eléctrico certo, mas na direcção errada. A meio do caminho, lá descobrimos isso e saímos. Como estávamos para os lados de uma zona histórica que era suposto vermos no final do dia, tentámos encontrar o caminho, já que a rua onde estávamos nem aparecia no mapa que tínhamos connosco.
Depois de encontrarmos uma estação de metro, que dá sempre jeito para orientar, lá seguimos num metro muito mal cheiroso e com gente um bocadinho estranha. Ao sair da estação, deparámo-nos com uma rua cheia de lixo no chão, pouca gente na rua e também algo estranhas. Perguntámos o caminho a uns senhores velhotes que iam a passar, que lá nos indicaram onde era a histórica Delfshaven.



Se clicarem ali em cima no "Delfshaven", podem perceber que foi deste porto que partiram os Pilgrim Fathers holandeses partiram para os EUA em 1620. É um pequeno porto um porto com veleiros antigos, em que os armazéns foram transformados em lojas de antiguidades, quadros e livros. Delfshaven é também famosa por ser onde nasceu o herói naval nacional Piet Hein (e não, não é o ex-marido da Alexandra Lencastre).



Foi também onde vi o meu primeiro moinho na Holanda. Estava fechado, só abre às quartas e sábados.
Delfshaven pertence agora à cidade de Roterdão, apesar de antes pertencer ao município de Delft. No entanto, a sensação que temos quando lá chegamos é que mudámos da cidade estranha, grande e ultra moderna para uma pacata aldeia à beira mar.




Primo, estou a usar as luvas e o cachecol!!!! :p

Depois fomos então para o outro lado do rio, onde ficam o Hotel New York e o Estádio do Feyenoord.



Chegados à margem sul, resolvemos tirar fotos com o porto lá ao fundo no meio do nevoeiro por trás..



... e com a Ponte Erasmus. Estava um frio horrível, porque junto ao rio estava uma ventania insuportável.



Fomos a correr ver o Hotel New York, que foi criado no início do século XX como sede da antiga linha Holanda-América. Ao lado vê-se o edifício Montevideo.



Apanhámos o eléctrico e fomos até à zona do Estádio, onde aproveitámos para comer... no Mac.



Seguimos até ao centro, onde fomos visitar uma casa cúbica por dentro, coisa que só é possível aos sábados e domingos entre as 11h e as 17h.







Daqui fomos visitar o museu marítimo, onde não se podia tirar fotos, mas nós tirámos duas. O museu em si é uma seca e não vale a pena gastar 7,5€ para o ver.





A única coisa que se aproveita é mesmo o De Buffel, um antigo navio blindado, que durante muitos anos foi um navio-escola. O bilhete do museu marítimo supostamente era também o bilhete para este navio, mas ninguém verificou se tínhamos bilhete.
O De Buffel está todo cheio de figuras humanas por todo o lado e cada sala tem um som de fundo exactamente como se estivesse em funcionamento. Eu entrei numa sozinha e assustei-me com um "psst" repentino, que me levou a dar um grito quando vi um boneco mesmo atrás de mim.











Fomos os últimos visitantes a sair do navio, por ordem dos altifalantes onde uma senhora nos dizia que o museu ia fechar a qualquer minuto. Fomos para casa descansar, o pé do Filipe estava cada vez pior e tínhamos de nos levantar às quatro e meia da manhã para ele ir apanhar o comboio para Eindhoven, já que o avião era de manhãzinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sábado fui às putas

Sábado fui ver as putas.

Levantámo-nos cedíssimo e fomos até Amsterdão, embora o pé do Filipe não tenha melhorado nem um bocadinho. Quando saímos de casa, o weather.com dizia que estavam 14 graus negativos em Roterdão.Chegámos à Centraal Station de Amsterdão e reparámos numa coisa de que já tinhamos ouvido falar, mas que ainda não tínhamos visto.



A comida de parede. Mete-se uma moedinha e sai um salgado ou um hamburger quentinho.



Centraal Station de Amsterdão

Amsterdão não tem nada a ver Roterdão. Esta tem imensos prédios altos, imensa gente a correr para o trabalho, enquanto que Amsterdão, onde se vêem cem mil vezes mais turistas (dados estatísticos by Mariana lol), parece, apesar de ter também um certo frenesim, muito mais pacata e, simultaneamente, mais desperta para as pessoas, muito mais viva.



A primeira foto que nos tiraram aqui :) Em frente ao City Hall e ao Madame Tussauds.

Daqui seguimos para a casa de Anne Frank. Estivemos uns vinte minutos à espera e lá entrámos. A casa foi preservada, mas, seguindo o desejo do pai da rapariga, Otto Frank, não tem qualquer mobília. De qualquer maneira, a mobília original foi toda levada da casa quando as duas famílias que ali se escondiam foram descobertas.
À medida que passamos de divisão em divisão, podemos ir lendo excertos do diário e ver documentários das pessoas que os ajudaram a esconder e também do pai, o único daquela casa que sobreviveu aos campos de concentração.
No fim, damos de caras com o diário original. O que eu não sabia, e que foi engraçado descobrir, é que Anne Frank ouviu o primeiro ministro holandês dizer na rádio que depois da guerra terminar iriam recolher cartas e diários escritos durante a guerra, pelo que reviu o diário, ao mesmo tempo que continuava a escrever o original. O diário de Anne Frank tem, assim, duas versões: a original e a revista por ela.



Anne Frankhuis. Lá dentro não se podia tirar fotografias, mas aqui fica a imagem do exterior.




Antes de irmos à casa de Anne Frank, passámos por uma coisa chamada Pink Point - Information for Gays & Lesbians. Ao lado estava o monumento gay, aquele triângulo estúpido que se vê na foto, onde não era suposto eu ter aparecido, mas o Filipe achou muita piada a tirar uma única foto àquela coisa justamente comigo à frente.

Da casa de Anne Frank, seguimos para a zona da Red Light. A zona das putas. Eu sei que estou a usar linguagem menos adequada, mas aqui os holandeses não têm quaisquer problemas em dizer asneiras e falar à vontade sobre qualquer coisa, desde que não sejam coisas que fujam à etiqueta deles, como por exemplo falar de quanto alguém
ganha.



Passámos em frente ao museu do cannabis, mas não entrámos, porque depois não dava tempo para tudo.
Portanto, fomos ver as meninas. Naquela zona, não convém mesmo tirar fotos, por isso, como devem calcular, o máximo que vos posso fazer é uma descrição das meninas. Parecem autênticas bonecas insufláveis, com plástico a mais nas mamas e na boca, mas o engraçado é que a maioria delas não são nada feias, muito pelo contrário. Encontra-se cada cavalona de lingerie que até faz impressão.



Passámos em frente à Bulldog, a coffeeshop mais antiga de Amsterdão.




E depois encontrámos uma rua apertadinha entre as casas, a que achámos uma piada enorme e que deu direito a foto.

Daqui mudámos de zona, fomos até Leidseplein...



... andámos até ao Vondelpark, um parque enorme onde os canais estavam congelados e as pessoas andavam a patinar e com trenós, pelo que também resolvemos ir para lá tentar não dar um daqueles bate-cus dolorosos e embaraçosos, que quase aconteceram...







Continuámos a andar até à zona dos museus. Aqui não entrámos em nenhum, o Filipe já tinha visto a maior parte antes e a ideia da viagem era só conhecer um pouco a cidade, depois irei lá ver com calma o Rijksmuseum e o Museu Van Gogh.






Por último, fomos à Heineken Experience, uma antiga fábrica da Heineken, transformada em museu, que nos mostra como a cerveja é feita, com que ingredientes, a história da empresa, os seus valores, onde nos dão a provar a dita (duas vezes) e que termina com uma série de brincadeiras engraçadas.



:)







a primeira cerveja



fico bem de smoking? ;p







o frigorífico de casa ;)







Trailer inédito do novo James Bond




Patetices ;)

Depois fomos até à centraal station apanhar o comboio de volta a Roterdão.