terça-feira, 28 de abril de 2009

Parabéns miúdos!

Estes dois tolinhos fazem anos hoje: o meu irmão, Filipe, faz oito anos e a minha prima Maria João catorze(e parece que foi ontem que vi aquelas coisitas pela primeira vez, ainda me lembro bem das fraldas que lhes mudei e também das tagareladas desconexas das primeiras tentativas de palavras e dos primeiros passitos).




E como este mês foi cheio de aniversários, resta-me desejar uns parabéns bastante atrasados ao meu padrinho Paulo (7 de Abril) e ao meu tio Abel (15 de Abril).

E à tia Zé (que também fez anos dia 2 de Abril).

Em resumo, beijinhos para a famelga toda!

Gouda (façam lá um esforço para dizer isto em holandês: RAUDÁ)

No dia 17 de Março, eu, a Billur e a Aydan (duas turcas um bocadinho destrambelhadas) fomos a Gouda.

Gouda (vamos lá outra vez: raudá) é conhecida por três coisas: velas (se bem que não vi nenhumas a não ser na igreja onde pedem muito encarecidamente para as acendermos com uma moedinha de tão artesanais que elas são...), stroopwafels (umas bolachas feitas com xarope simplesmente divinais, mas de que eu já enjoei de tanto as comer...) e queijo (obviamente!). E o meu livro da Holanda refere ainda o famoso comércio de cachimbos (que eu também não me lembro de ter visto).











City hall (câmara municipal soa muito mal, peço desculpa) de Gouda é das mais antigas da Holanda, tendo sido contruído no século XV


De Waag, o sítio onde antigamente se pesavam os queijos



Claro que fomos a uma loja de queijos, uma loja com queijos enormes e bastante melhores do que os que se compram no supermercado (e também mais caros), mas onde pudemos experimentar o que quisemos e escolhemos cada uma aquele que mais gostou (250 gramas de queijo de Gouda = mais de 5€... ok, a qualidade às vezes tem destas coisas).

Utrecht tem a torre de igreja mais alta da Holanda, Gouda nunca poderia competir com a mesma devido ao solo (a igreja depressa desapareceria), mas claro que tinha de ter qualquer coisa diferente: Gouda tem a igreja mais comprida da Holanda!










Não, não passaram dez anos nem nada...


Este senhor andou a tentar ficar com tudo....







Eu disse que Gouda é conhecida pelas stroopwafels... mas o sítio onde as fazem há mais tempo vende umas demasiado doces...








A precisar de café, lá fomos beber um espresso... no final tive de lhes dizer que no meu país chamariam àquela bodega "water to wash dishes"





O dia em que fomos a Gouda foi o primeiro dia, desde que estava na Holanda, em que senti que o sol aqui podia aquecer alguém. Por isso, os nossos últimos momentos em Gouda foram a comer bolachas em frente a um moínho, sentadas num banco ao sol...

Utrecht parte II

Continuando um post já um bocadinho antigo... resta-me dizer que depois de irmos à Dick Bruna Huis, resolvemos que era tempo de comer qualquer coisa. No museumkwartier não encontrámos nada e demos por nós no centro. Isto de saber um bocadinho (pequeniiiino) de holandês algumas vezes dá jeito: subitamente ouvi alguém no meio da multidão a dizer que eram quatro e meia da tarde. E nós, almoço nicles!

Tínhamo-nos separado dos outros algumas horas antes e eles tinham-nos ligado a dizer que iam almoçar no centro, mas que no restaurante não tinham rede, por isso não ia dar para nos encontrarmos enquanto lá estivessem. Nós, eu, o Adam e o Derwin, achámos que já que estávamos no centro devíamos ligar-lhes. Claro que não havia um único telemóvel ligado. Perguntámos a alguém onde era o MacDonalds (esse mítico restaurante infelizmente presente na maior parte das viagens - e, por isso mesmo, um óptimo indicador do custo de vida de cada país) e lá fomos. Entretanto, ligou-nos a Marianna (parece que a Lorena lá conseguiu receber uma mensagem a avisar que eu lhe tinha tentado ligar) e apareceu-nos à frente no cimo de umas escaditas que iam dar ao Oudegracht (o canal). Descemos as escadas e entrámos num restaurante italiano para comer uma pizza às cinco da tarde. Os outros já tinham acabado de comer, mas ficaram a fazer-nos companhia.


A minha ponta da mesa


A outra ponta

Entretanto, ainda nem nós tínhamos começado a almoçar, já havia imensa gente a chegar para jantar (estes holandeses são malucos... almoçam um pãozito (é vê-los a sacar de uma tupperware com o dito, seja lá em que sítio for, e de uma embalagem de queijo ou fiambre ou qualquer coisa esquisita), jantam entre as cinco e as sete (às sete e meia é o cinema, os espectáculos,... se bem que a minha professora de Holandês dizia que era considerado muito moderno jantar às sete e meia uuuuuuhhhh! Resta dizer que a última sessão do cinema é mesmo às sete e meia, tirando à sexta e ao sábado, que é às 22h. Ah! E cada bilhete custa 9,5€) e o jantar é composto muitas das vezes de coisas com batata (batata esmagada com cenoura esmagada, batata esmagada com couve esmagada, batata esmagada com batata esmagada.....) e ainda a bela da salsicha (de que eu nunca gostei, mas também não gosto lá muito de perder muito tempo a cozinhar para mim, pelo que lá aprendi a comê-las nos dias em que realmente não estou com pachorra para cozinhar, no entanto com o mesmo desdém pelo sabor a que não me consigo mesmo habituar).
E, por falar em hábitos de cozinha e tempo que se demora na mesma, no outro dia um holandês disse que mais do que meia hora na cozinha é algo de impensável para eles. Se algum dia vocês forem a um supermercado holandês reparem na quantidade de coisas pré-cozinhadas que eles vendem, é qualquer coisa que provavelmente ofenderia uma qualquer avó portuguesa, digo eu (eu acho que a minha ficaria bastante chocada se eu lhe dissesse que compro batatas já descascadas - e há de várias formas e feitios: inteiras, em palitos, às rodelas, aos cubos - e já meio cozinhadas, daquelas que em menos de dez minutos estão prontas).

Depois de almoço, fomos passear um bocadinho mais, ver as vistas, tirar fotos, beber qualquer coisa a um pub, onde acabámos por ficar duas horitas.








Vejam lá o preço das rosas...


Um restaurante português e espanhol tinha de resultar numa foto com uma portuguesa e uma espanhola, obviamente...





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O pub


A Domtoren à noite





O city hall




Às 22h da noite ainda não havia propriamente fome para jantar, pelo que resolvemos ir todos comer as famosas batatas fritas holandesas cheias de molhos (ketchup, maionese, manteiga de amendoim, agridoce, barbecue,... e ainda com a cebola crua em cima) e que existem à venda em tudo quanto é esquina (se os holandeses não fossem tão altos e não andassem de bicicleta, seriam provavelmente o equivalente a um gnr português sem bigode).


PATAT


Depois das batatas, que ninguém consegue nunca comer todas sozinho, fomos a um bar muito conhecido em Utrecht, o Olivier, que já foi em tempos uma igreja. Foi onde acabámos a noite a conversar, a jogar um jogo holandês (mas cujas regras eram tantas, que acabámos por criar a nossa versão do mesmo - eu e a Aydan ganhámos!) e de onde saímos por volta da manhã: eu, a Marianna e o Derwin em direcção a Rotterdam e o resto em direcção a um bar onde pudessem dançar um bocadinho.







O Olivier





Nós no Olivier

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Já que eu não vou...



... eles decidem fazer um cartaz de jeito!

Não era bater-lhes?!

:(