Já houve umas quantas pessoas a perguntarem-me como consegui arranjar casa. Foi por mera sorte.
Comecemos pelo princípio. A Erasmus Universiteit Rotterdam tem um acordo com uma empresa, a Stadswonen, quanto ao alojamento dos seus alunos. Esta empresa gere uma série de residências por Rotterdam fora.
A melhor, a mais concorrida e melhor localizada, tanto em relação à universidade como em relação ao centro, é a International House. A mais barata, tão boa quanto a outra em termos de localização (fica em frente) e quase tão boa no que toca a condições, é a Casa, ou Casa Dorm, como já lhe ouvi chamar. A pior, para mim, é a African Inn. Fica do outro lado do rio, implicando uma inicial dependência de transportes (principalmente metro) e depois um grande esforço de pernas para atravessar todos os dias a ponte erasmus (não há parte plana na ponte... ou se sobe ou se desce!) e os restantes quilómetros. Tem ainda um grande inconveniente: a zona envolvente é um bocado perigosa e não recomendo a nenhuma rapariga andar por lá sozinha.
Quando enviei o formulário para a Stadswonen (antigamente era por correio, agora parece que já se pode fazer online), o meu objectivo era conseguir ficar na Casa. Era a mais barata (420€) e nas restantes pagava-se de 525€ para cima. Acabei por escolher como máximo que queria pagar 450€. A Stadswonen já não tinha vagas na Casa e acabaram por me sugerir um proprietário privado, de que me deram o contacto e fiquei a pagar cerca de 375€ por mês por um quarto numa casa a 10m do centro, mas a meia hora de bicicleta ou eléctrico da universidade.
(curiosidade: os holandeses pagam 250€ por mês,em vez dos tais 525€ na IH, pois recebem um quarto sem mobília; quantos de nós não preferiam ir ao IKEA e gastar um pouco mais no primeiro mês a mobilar o quarto em vez de andarmos a pagar mais do dobro todos os meses? Isto foi discutido na reunião de despedida organizada pelo ESC, mas não sei se alguma coisa mudou entretanto).
Para quem procura quarto e vai estudar para Rotterdam, se puder pagar, o melhor é mesmo arranjar quarto através da Stadswonen. Fora isso, há alguns sites nos quais podem procurar: Kamernet (o site é em holandês, mas volta e meia há quem lá ponha um anúncio em inglês; de qualquer maneira, o google dá muito jeito para traduzir as páginas de holandês para inglês e podem sempre responder em inglês), Justlanded, Expatriates, iAgora.
E a universidade sugere mais uns quantos aqui. Agora que me lembro, a própria universidade decidiu este ano arrendar quartos num dos edifícios do campus.
Cuidados a ter: agent fee (quer dizer que há uma agência incluída e que têm de pagar um ou mesmo dois meses à agência, para além da renda mensal ao senhorio), deposit (uma caução choruda que será devolvida se não resolverem mudar de casa antes do tempo... eu bem quis!).
As melhores zonas para viver para quem vai para a EUR (desde que não vá para Medicina): Kralingen, Oostplein, ... usem o google earth, que até dá para verificarem de tempos a tempos se a vossa bicicleta ainda lá está 3 meses depois de terem vindo embora! A minha estava e a funcionar! (sim, para quem não passar nos exames à primeira, tem de lá voltar em julho... se quiser)
Outra forma é através do grupo do ESN no Facebook (indispensável). Entrem no Facebook, procurem pelo grupo ESN-Rotterdam e através do tópico "Housing" tentem entrar em contacto com outras pessoas que estejam a tentar arrendar o seu quarto, por exemplo (é muito comum os holandeses sub-arrendarem os quartos quando vão de erasmus, por exemplo).
Coisas úteis:
- para saber que eléctrico apanhar, como ir daqui para ali de transportes públicos: ov9292
- Comboios:
_para ver horários de comboios: NS
_ cartões de desconto: 40% de desconto nas viagens (nos dias úteis apenas a partir das nove da manhã). duas opções: um por 55€ válido durante um ano ou um por 15€ válido durante três meses. Há ainda um suplemento de 25% para viagens internacionais por 15€, mas não inclui thalys e eurostar. (Se planeiam andar muito pela Bélgica ou viajar com um grupo de amigos até lá, existe o Go Pass, um passe de 50€ para menores de 26 que inclui dez viagens dentro da Bélgica e pode ser utilizado por vários passageiros. O ideal é fazer, por exemplo, Rotterdam até Essen (primeira estação - se bem que os intercidades não param lá- após cruzar a fronteira, indo por exemplo para Antuérpia, Bruxelas ou Charleroi) com um bilhete holandês com 40% de desconto (fica a 9,60€) e depois escrever no Go Pass "Essen-Charleroi Sud" e voilá... Em vez de pagarem 24€ e qualquer coisa poupam muito com os dois passes combinados)
_ usar as máquinas dos bilhetes em vez de comprá-los no ticket office equivale a poupar sempre 50 cêntimos. O truque é ter sempre moedas ou trocar as notas na máquina que existe para o efeito dentro do ticket office da central station de Rotterdam(entra-se, dá-se cinco passos, vira-se à direita e lá está a machine)
_ querem aprender a usar as máquinas? até podem experimentar já
Acho que já disse aqui algumas vezes, mas quando as saudades da comida portuguesa apertarem.... vão ao café Lisboa. Fica mesmo no centro da cidade, tem gente acolhedora e pronta a dar dois dedos de conversa e come-se bem (e, verdade seja dita, que também não é caro e tem alguma variedade: meia dose - que para mim chegava e sobrava - do prato do dia 5,5€, sopa 2,5€, bifanas, bitoques, bacalhau, ... até leitão cheguei lá a comer).
Para mais perguntas, deixem um comentário (e daqui a uma ou duas semanas, talvez haja novos blogs de novos erasmus portugueses na EUR).
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Luxembourg and Brussels / Luxemburgo e Bruxelas
Hey guys! Now you can read it without google translator, which means that you will find a supposedly more accurate translation. It's also an attempt to continue to express myself in english, specially because after four months in the Netherlands it can be confusing to speak only my own language. Sometimes I end up mixing both. I'll try to do my best for you to understant this post, although it takes twice the effort!
On 18th April, Sandra, Billur, Aydan and I went on a road trip to Luxembourg. They tried to fool me the day before by making an appointment to 6am, but I'm not that naive, so I oblige them to change the hour that we were supposed to meet to 7am. After almost three months of keeping you waiting, I was on time. At 7am, I was at the back of central station starting to wonder why I was the first to be there. Despite my effort on the previous day to avoid being fooled, I was on time when I wasn't supposed to be.
By 7.15, after calling Sandra who was so surprised my ponctuality, we finally met with Billur and Aydan.Billur was at the steering wheel of a Toyota Aygo, which, for those who don't know, is very similar to Peugeot 107, the car I drive in Portugal. We rent the car to a dutch student who decided to become an entrepreneur and the car was full of advertisings, which could clearly identify us as students at Erasmus Universiteit Rotterdam.
We drove into Belgium with such an enthusiasm that no one would say that we had woken up at 6am. Billur and Aydan had recorded two cd's, which were the soundtrack of our trip: one with turkish music and the other with international music.
We stopped after Brussels to a quick going to the toilet, which meant a change of driver: Sandra was so excited about having a car ina foreign country, that she couldn't wait to put her hands on the steering wheel. Billur had to resign. I will describe Sandra's ability to drive later. ;p
I have to mention first that Belgium is a place very confusing for foreign drivers. We left Rotterdam without knowing the speed limit and we crossed Belgium without knowing it as well. Plus, the signs in Belgium are quite confusing, specially at the cities' rings. If we didn't had google earth's directions we wouldn't arrived at the final destination. Oh! Yes, we were so clever that we traveled without a map! But we had the directions written in a scrap paper!
We crossed the Belgium border and arrived to Luxembourg almost at 12pm.
Decidi que este post devia ser em inglês e português, depois de ver alguns amigos meus a usarem o google translator para o tentarem decifrar. No entanto, expressões como "um bocadinho" não são traduzidas o que significa que metade do significado fica perdido na tentativa de tradução. Além disso, desde que saí da Holanda que praticamente não tenho falado inglês, o que após quatro meses se torna confuso (às vezes dou por mim a dizer "péssima idea!", como se tivesse emigrado há anos..).
No dia 18 de Abril, eu, a Sandra, a Billur e a Aydan fizemos uma viagem de carro até ao Luxemburgo. Elas bem que tentaram enganar-me no dia anterior marcando a hora de partida para as 6h da manhã, mas eu não sou assim tão naive e lá as obriguei a mudar para as 7h. Depois de quase três meses a fazer toda a gente esperar, eu cheguei a horas. Às 7h da manhã, lá estava eu na parte de trás da central station a começar a questionar-me por que raio tinha sido eu a primeira a chegar. Apesar do meu esforço no dia anterior para que elas não me enganassem nas horas, eu cheguei na hora marcada quando não era suposto chegar.
Às 7h15, depois de ter ligado à Sandra que ficou muito surpreendida com a minha pontualidade, encontrámo-nos com a Billur e a Aydan. A Billur estava ao volante de um Toyota Aygo, que, para quem não sabe, é um carro muito semelhante ao Peugeot 107, o carro que eu conduzo em Portugal. Alugámos o carro a um estudante holandês da universidade que decidiu tornar-se um empreendedor e que encheu o carro de anúncios, que nos identificavam claramente como estudantes na Erasmus Universiteit Rotterdam.
Arrancámos para a Bélgica com tanto entusiasmo, que ninguém diria que nos tínhamos levantado às seis da manhã. A Billur e a Aydan tinham gravado dois cd's, que foram a banda sonora da nossa viagem: um com música turca e outro com música internacional.
Parámos a seguir a Bruxelas para dar um saltinho à casa de banho, que implicou também uma mudança de condutor: a Sandra estava tão excitada pela oportunidade de conduzir um carro no estrangeiro, que não podia esperar para pôr as mãos no volante. A Billur teve de se resignar. Mais tarde falo sobre a habilidade da Sandra para conduzir.
Tenho de referir primeiro do que tudo que a Bélgica é um lugar muito confuso para os estrangeiros conduzirem. Saímos de Rotterdam sem saber o limite de velocidade e atravessámos a Bélgica também sem saber. Além disso, as placas de indicações na Bélgica conseguem ser bastante confusas, especialmente nas circulares das cidades. Se não tivéssemos as indicações do google earth provavelmente não teríamos chegado ao nosso destino. Ah! Sim, fomos tão espertas que decidimos viajar sem um mapa! Mas tínhamos as tais indicações do google earth escritas num papel de rascunho!
Atravessámos a fronteira da Bélgica e chegámos ao Luxemburgo quase ao meio-dia.


Sandra so proud of having the car key and having the privilege of closing it!
A sandra muito orgulhosa por ter a chave do carro e poder ser ela a fechá-lo!
So now I can speak about Sandra's way of driving. Resuming in just one sentence, she's crazy!!! Despite being in a completely unknown city, she drove through the streets of Luxembourg like she was in a rally!
But after all the danger, we finally parked the car and went safely walking to the tourist office. There, one nice lady gave us two options: we could wait for the city walk guided tour or we could buy a map with the same tour and information about the major highlights. The first option would cost us 8€ and the second 0,20€. I think you can imagine what was our choice.
Então agora posso falar sobre a maneira de conduzir da Sandra. Resumindo numa só frase, ela é maluca!!! Apesar de estar numa cidade completamente desconhecida, ela conduziu pelas ruas do Luxemburgo como se estivesse num rally!
Depois de todo o perigo a que ela nos expôs, estacionámos finalmente o carro e fomos a pé até ao posto de turismo. Lá, uma senhora simpática apresentou-nos duas hipóteses: podíamos esperar pela visita guiada a pé ou podíamos comprar um mapa com o mesmo trajecto e informação sobre os pontos principais. A primeira opção custaria 8€ e a segunda 0,20€. Acho que podem imaginar qual foi a nossa opção.
After two hours, we had done the whole tour and went even further in the city. Luxembourg is beautiful, although they prefer the dutch housing style. We even stopped in a portuguese coffee, where Billur and Aydan tried our "bica" (like a small espresso, but much better!!!).
We were supposed to be at midnight in Rotterdam and at 4pm we had plenty of time to do it. So Sandra had a fantastic idea: "let's eat a waffle in brussels?!" Here we go!
So we went on our way to Brussels and stopped near Liège to put some gasoline. After filling it, the car wasn't working. So there were we, in the middle of Belgium, alone trying to start the engine, the girls trying to push the car laughing a lot while I was inside trying to make it work. Nothing. We decided to call the student who rent us the car. Billur called him and, without any worries, he just told us to leave the car, lock it, then unlock it and try again. It worked. We didn't understand why and we still don't.
There was no longer daylight when we arrived to Brussels. We tried for more than half an hour to find the center without any luck. Fortunately, a man, to which we asked the way at some traffic lights, was kind enough to tell us "follow me" and showed us the way to the central station.
We walked around the Grand Place, a beautiful square in the center. Then we had a delicious waffle (Sandra had one and a half!),as you can see by the next photo.
Em duas horas fizémos o percurso e ainda vimos mais coisas da cidade. A cidade do Luxemburgo é muito bonita, mas as minhas companheiras de viagem disseram que preferiam o estilo arquitectónico holandês. Parámos inclusive num café português onde a Billur e a Aydan provaram uma bica.
Só era suposto estarmos à meia-noite em Rotterdam, por isso às 4h da tarde tínhamos tempo mais do que suficiente. Foi então que a Sandra teve uma ideia fantástica: porque não comer uma waffle em Bruxelas?
Pusemo-nos a caminho de Bruxelas e resolvemos parar perto de Liège para pôr gasolina. Depois de enchermos o depósito, o carro não funcionava. Ali estávamos nós, no meio da Bélgica, sozinhas a tentar que aquela porcaria pegasse, elas fora do carro a empurrá-lo (mas a rirem às gargalhadas como estavam o carro só andava porque o piso era inclinada) e eu dentro com a embraiagem no fundo e a segunda metida, a tentar fazê-lo "pegar de empurrão", mas sem qualquer sucesso. Decidimos ligar ao estudante que nos tinha alugado o carro. A Billur ligou-lhe e ele, sem qualquer tipo de preocupação ou stress, só disse para sairmos do carro, trancarmos, voltarmos a destrancar e tentar outra vez ligá-lo. Não sabemos como, mas aquilo funcionou.
Já era noite quando chegámos a Bruxelas. Andámos às voltas pela cidade durante mais de meia hora à procura do centro, sem qualquer sorte. Felizmente, houve um senhor simpático a quem perguntámos o caminho quando parámos nuns semáforos, que nos disse para o seguirmos e mostrou-nos o caminho para a central station (há coisas que continuam a soar mal em português...).
Fomos ver a Grand Place, uma praça muito bonita no centro, e fomos jantar uma waffle (a Sandra comeu uma e meia, porque a Billur enjoou a meio).

Can you imagine who would say "stop the car!", open the door and get out in the middle of a street full of cars just to take this photo? Historical.

La Grand Place...

... or Groot Markt

It looks good, doesn't it? It tasted even better!

The Big Disappointment: The [too little] Maneken Pis


just a street full of restaurants with really annoying workers who seemed to speak every language, except portuguese! :p so, if you don't want to be annoyed, learn portuguese :p


just being us

The last picture
P.S. - i'm not going to review this one, it took me too much time to compose it. So, if you find any gramatical or other kind of error, please leave a comment and I'll check it later.
p.s. - não vou rever este post, já me levou muito tempo a "montá-lo". Por isso,se encontrarem qualquer tipo de erro, deixem um comentário.
On 18th April, Sandra, Billur, Aydan and I went on a road trip to Luxembourg. They tried to fool me the day before by making an appointment to 6am, but I'm not that naive, so I oblige them to change the hour that we were supposed to meet to 7am. After almost three months of keeping you waiting, I was on time. At 7am, I was at the back of central station starting to wonder why I was the first to be there. Despite my effort on the previous day to avoid being fooled, I was on time when I wasn't supposed to be.
By 7.15, after calling Sandra who was so surprised my ponctuality, we finally met with Billur and Aydan.Billur was at the steering wheel of a Toyota Aygo, which, for those who don't know, is very similar to Peugeot 107, the car I drive in Portugal. We rent the car to a dutch student who decided to become an entrepreneur and the car was full of advertisings, which could clearly identify us as students at Erasmus Universiteit Rotterdam.
We drove into Belgium with such an enthusiasm that no one would say that we had woken up at 6am. Billur and Aydan had recorded two cd's, which were the soundtrack of our trip: one with turkish music and the other with international music.
We stopped after Brussels to a quick going to the toilet, which meant a change of driver: Sandra was so excited about having a car ina foreign country, that she couldn't wait to put her hands on the steering wheel. Billur had to resign. I will describe Sandra's ability to drive later. ;p
I have to mention first that Belgium is a place very confusing for foreign drivers. We left Rotterdam without knowing the speed limit and we crossed Belgium without knowing it as well. Plus, the signs in Belgium are quite confusing, specially at the cities' rings. If we didn't had google earth's directions we wouldn't arrived at the final destination. Oh! Yes, we were so clever that we traveled without a map! But we had the directions written in a scrap paper!
We crossed the Belgium border and arrived to Luxembourg almost at 12pm.
Decidi que este post devia ser em inglês e português, depois de ver alguns amigos meus a usarem o google translator para o tentarem decifrar. No entanto, expressões como "um bocadinho" não são traduzidas o que significa que metade do significado fica perdido na tentativa de tradução. Além disso, desde que saí da Holanda que praticamente não tenho falado inglês, o que após quatro meses se torna confuso (às vezes dou por mim a dizer "péssima idea!", como se tivesse emigrado há anos..).
No dia 18 de Abril, eu, a Sandra, a Billur e a Aydan fizemos uma viagem de carro até ao Luxemburgo. Elas bem que tentaram enganar-me no dia anterior marcando a hora de partida para as 6h da manhã, mas eu não sou assim tão naive e lá as obriguei a mudar para as 7h. Depois de quase três meses a fazer toda a gente esperar, eu cheguei a horas. Às 7h da manhã, lá estava eu na parte de trás da central station a começar a questionar-me por que raio tinha sido eu a primeira a chegar. Apesar do meu esforço no dia anterior para que elas não me enganassem nas horas, eu cheguei na hora marcada quando não era suposto chegar.
Às 7h15, depois de ter ligado à Sandra que ficou muito surpreendida com a minha pontualidade, encontrámo-nos com a Billur e a Aydan. A Billur estava ao volante de um Toyota Aygo, que, para quem não sabe, é um carro muito semelhante ao Peugeot 107, o carro que eu conduzo em Portugal. Alugámos o carro a um estudante holandês da universidade que decidiu tornar-se um empreendedor e que encheu o carro de anúncios, que nos identificavam claramente como estudantes na Erasmus Universiteit Rotterdam.
Arrancámos para a Bélgica com tanto entusiasmo, que ninguém diria que nos tínhamos levantado às seis da manhã. A Billur e a Aydan tinham gravado dois cd's, que foram a banda sonora da nossa viagem: um com música turca e outro com música internacional.
Parámos a seguir a Bruxelas para dar um saltinho à casa de banho, que implicou também uma mudança de condutor: a Sandra estava tão excitada pela oportunidade de conduzir um carro no estrangeiro, que não podia esperar para pôr as mãos no volante. A Billur teve de se resignar. Mais tarde falo sobre a habilidade da Sandra para conduzir.
Tenho de referir primeiro do que tudo que a Bélgica é um lugar muito confuso para os estrangeiros conduzirem. Saímos de Rotterdam sem saber o limite de velocidade e atravessámos a Bélgica também sem saber. Além disso, as placas de indicações na Bélgica conseguem ser bastante confusas, especialmente nas circulares das cidades. Se não tivéssemos as indicações do google earth provavelmente não teríamos chegado ao nosso destino. Ah! Sim, fomos tão espertas que decidimos viajar sem um mapa! Mas tínhamos as tais indicações do google earth escritas num papel de rascunho!
Atravessámos a fronteira da Bélgica e chegámos ao Luxemburgo quase ao meio-dia.
Sandra so proud of having the car key and having the privilege of closing it!
A sandra muito orgulhosa por ter a chave do carro e poder ser ela a fechá-lo!
So now I can speak about Sandra's way of driving. Resuming in just one sentence, she's crazy!!! Despite being in a completely unknown city, she drove through the streets of Luxembourg like she was in a rally!
But after all the danger, we finally parked the car and went safely walking to the tourist office. There, one nice lady gave us two options: we could wait for the city walk guided tour or we could buy a map with the same tour and information about the major highlights. The first option would cost us 8€ and the second 0,20€. I think you can imagine what was our choice.
Então agora posso falar sobre a maneira de conduzir da Sandra. Resumindo numa só frase, ela é maluca!!! Apesar de estar numa cidade completamente desconhecida, ela conduziu pelas ruas do Luxemburgo como se estivesse num rally!
Depois de todo o perigo a que ela nos expôs, estacionámos finalmente o carro e fomos a pé até ao posto de turismo. Lá, uma senhora simpática apresentou-nos duas hipóteses: podíamos esperar pela visita guiada a pé ou podíamos comprar um mapa com o mesmo trajecto e informação sobre os pontos principais. A primeira opção custaria 8€ e a segunda 0,20€. Acho que podem imaginar qual foi a nossa opção.
After two hours, we had done the whole tour and went even further in the city. Luxembourg is beautiful, although they prefer the dutch housing style. We even stopped in a portuguese coffee, where Billur and Aydan tried our "bica" (like a small espresso, but much better!!!).
We were supposed to be at midnight in Rotterdam and at 4pm we had plenty of time to do it. So Sandra had a fantastic idea: "let's eat a waffle in brussels?!" Here we go!
So we went on our way to Brussels and stopped near Liège to put some gasoline. After filling it, the car wasn't working. So there were we, in the middle of Belgium, alone trying to start the engine, the girls trying to push the car laughing a lot while I was inside trying to make it work. Nothing. We decided to call the student who rent us the car. Billur called him and, without any worries, he just told us to leave the car, lock it, then unlock it and try again. It worked. We didn't understand why and we still don't.
There was no longer daylight when we arrived to Brussels. We tried for more than half an hour to find the center without any luck. Fortunately, a man, to which we asked the way at some traffic lights, was kind enough to tell us "follow me" and showed us the way to the central station.
We walked around the Grand Place, a beautiful square in the center. Then we had a delicious waffle (Sandra had one and a half!),as you can see by the next photo.
Em duas horas fizémos o percurso e ainda vimos mais coisas da cidade. A cidade do Luxemburgo é muito bonita, mas as minhas companheiras de viagem disseram que preferiam o estilo arquitectónico holandês. Parámos inclusive num café português onde a Billur e a Aydan provaram uma bica.
Só era suposto estarmos à meia-noite em Rotterdam, por isso às 4h da tarde tínhamos tempo mais do que suficiente. Foi então que a Sandra teve uma ideia fantástica: porque não comer uma waffle em Bruxelas?
Pusemo-nos a caminho de Bruxelas e resolvemos parar perto de Liège para pôr gasolina. Depois de enchermos o depósito, o carro não funcionava. Ali estávamos nós, no meio da Bélgica, sozinhas a tentar que aquela porcaria pegasse, elas fora do carro a empurrá-lo (mas a rirem às gargalhadas como estavam o carro só andava porque o piso era inclinada) e eu dentro com a embraiagem no fundo e a segunda metida, a tentar fazê-lo "pegar de empurrão", mas sem qualquer sucesso. Decidimos ligar ao estudante que nos tinha alugado o carro. A Billur ligou-lhe e ele, sem qualquer tipo de preocupação ou stress, só disse para sairmos do carro, trancarmos, voltarmos a destrancar e tentar outra vez ligá-lo. Não sabemos como, mas aquilo funcionou.
Já era noite quando chegámos a Bruxelas. Andámos às voltas pela cidade durante mais de meia hora à procura do centro, sem qualquer sorte. Felizmente, houve um senhor simpático a quem perguntámos o caminho quando parámos nuns semáforos, que nos disse para o seguirmos e mostrou-nos o caminho para a central station (há coisas que continuam a soar mal em português...).
Fomos ver a Grand Place, uma praça muito bonita no centro, e fomos jantar uma waffle (a Sandra comeu uma e meia, porque a Billur enjoou a meio).
Can you imagine who would say "stop the car!", open the door and get out in the middle of a street full of cars just to take this photo? Historical.
La Grand Place...
... or Groot Markt
It looks good, doesn't it? It tasted even better!
The Big Disappointment: The [too little] Maneken Pis
just a street full of restaurants with really annoying workers who seemed to speak every language, except portuguese! :p so, if you don't want to be annoyed, learn portuguese :p
just being us
The last picture
P.S. - i'm not going to review this one, it took me too much time to compose it. So, if you find any gramatical or other kind of error, please leave a comment and I'll check it later.
p.s. - não vou rever este post, já me levou muito tempo a "montá-lo". Por isso,se encontrarem qualquer tipo de erro, deixem um comentário.
domingo, 3 de maio de 2009
Mi now @ Poland
Ok, erasmus acabou, mas eu ainda não vou para casa. Estou agora na Polónia e sei que ainda tenho muita coisa para escrever sobre a Holanda, coisa que vou tentar fazer nas próximas duas semanas, no entanto sem quaisquer promessas.
Dia 28 de Maio volto para Portugal. Antes disso espero já ter descrito o último mês e meio na Holanda.
Beijinhos para todos!
Dia 28 de Maio volto para Portugal. Antes disso espero já ter descrito o último mês e meio na Holanda.
Beijinhos para todos!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Tot ziens Nederlands!
Chegou o malfadado dia de dizer adeus a Roterdão e à Holanda... Sniff!
E a uma hora de ter aqui a senhoria ainda falta arrumar uma data de tralha!!!!!
Post Scriptum - A comparação entre este post e o primeiro de todos espelha bem a diferença que se operou no entretanto... Nunca pensei vir a gostar tanto de viver aqui.
E a uma hora de ter aqui a senhoria ainda falta arrumar uma data de tralha!!!!!
Post Scriptum - A comparação entre este post e o primeiro de todos espelha bem a diferença que se operou no entretanto... Nunca pensei vir a gostar tanto de viver aqui.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Parabéns miúdos!
Estes dois tolinhos fazem anos hoje: o meu irmão, Filipe, faz oito anos e a minha prima Maria João catorze(e parece que foi ontem que vi aquelas coisitas pela primeira vez, ainda me lembro bem das fraldas que lhes mudei e também das tagareladas desconexas das primeiras tentativas de palavras e dos primeiros passitos).


E como este mês foi cheio de aniversários, resta-me desejar uns parabéns bastante atrasados ao meu padrinho Paulo (7 de Abril) e ao meu tio Abel (15 de Abril).
E à tia Zé (que também fez anos dia 2 de Abril).
Em resumo, beijinhos para a famelga toda!
E como este mês foi cheio de aniversários, resta-me desejar uns parabéns bastante atrasados ao meu padrinho Paulo (7 de Abril) e ao meu tio Abel (15 de Abril).
E à tia Zé (que também fez anos dia 2 de Abril).
Em resumo, beijinhos para a famelga toda!
Gouda (façam lá um esforço para dizer isto em holandês: RAUDÁ)
No dia 17 de Março, eu, a Billur e a Aydan (duas turcas um bocadinho destrambelhadas) fomos a Gouda.
Gouda (vamos lá outra vez: raudá) é conhecida por três coisas: velas (se bem que não vi nenhumas a não ser na igreja onde pedem muito encarecidamente para as acendermos com uma moedinha de tão artesanais que elas são...), stroopwafels (umas bolachas feitas com xarope simplesmente divinais, mas de que eu já enjoei de tanto as comer...) e queijo (obviamente!). E o meu livro da Holanda refere ainda o famoso comércio de cachimbos (que eu também não me lembro de ter visto).





City hall (câmara municipal soa muito mal, peço desculpa) de Gouda é das mais antigas da Holanda, tendo sido contruído no século XV

De Waag, o sítio onde antigamente se pesavam os queijos


Claro que fomos a uma loja de queijos, uma loja com queijos enormes e bastante melhores do que os que se compram no supermercado (e também mais caros), mas onde pudemos experimentar o que quisemos e escolhemos cada uma aquele que mais gostou (250 gramas de queijo de Gouda = mais de 5€... ok, a qualidade às vezes tem destas coisas).
Utrecht tem a torre de igreja mais alta da Holanda, Gouda nunca poderia competir com a mesma devido ao solo (a igreja depressa desapareceria), mas claro que tinha de ter qualquer coisa diferente: Gouda tem a igreja mais comprida da Holanda!







Não, não passaram dez anos nem nada...

Este senhor andou a tentar ficar com tudo....


Eu disse que Gouda é conhecida pelas stroopwafels... mas o sítio onde as fazem há mais tempo vende umas demasiado doces...




A precisar de café, lá fomos beber um espresso... no final tive de lhes dizer que no meu país chamariam àquela bodega "water to wash dishes"


O dia em que fomos a Gouda foi o primeiro dia, desde que estava na Holanda, em que senti que o sol aqui podia aquecer alguém. Por isso, os nossos últimos momentos em Gouda foram a comer bolachas em frente a um moínho, sentadas num banco ao sol...
Gouda (vamos lá outra vez: raudá) é conhecida por três coisas: velas (se bem que não vi nenhumas a não ser na igreja onde pedem muito encarecidamente para as acendermos com uma moedinha de tão artesanais que elas são...), stroopwafels (umas bolachas feitas com xarope simplesmente divinais, mas de que eu já enjoei de tanto as comer...) e queijo (obviamente!). E o meu livro da Holanda refere ainda o famoso comércio de cachimbos (que eu também não me lembro de ter visto).
City hall (câmara municipal soa muito mal, peço desculpa) de Gouda é das mais antigas da Holanda, tendo sido contruído no século XV
De Waag, o sítio onde antigamente se pesavam os queijos
Claro que fomos a uma loja de queijos, uma loja com queijos enormes e bastante melhores do que os que se compram no supermercado (e também mais caros), mas onde pudemos experimentar o que quisemos e escolhemos cada uma aquele que mais gostou (250 gramas de queijo de Gouda = mais de 5€... ok, a qualidade às vezes tem destas coisas).
Utrecht tem a torre de igreja mais alta da Holanda, Gouda nunca poderia competir com a mesma devido ao solo (a igreja depressa desapareceria), mas claro que tinha de ter qualquer coisa diferente: Gouda tem a igreja mais comprida da Holanda!
Não, não passaram dez anos nem nada...
Este senhor andou a tentar ficar com tudo....

Eu disse que Gouda é conhecida pelas stroopwafels... mas o sítio onde as fazem há mais tempo vende umas demasiado doces...

A precisar de café, lá fomos beber um espresso... no final tive de lhes dizer que no meu país chamariam àquela bodega "water to wash dishes"
O dia em que fomos a Gouda foi o primeiro dia, desde que estava na Holanda, em que senti que o sol aqui podia aquecer alguém. Por isso, os nossos últimos momentos em Gouda foram a comer bolachas em frente a um moínho, sentadas num banco ao sol...
Utrecht parte II
Continuando um post já um bocadinho antigo... resta-me dizer que depois de irmos à Dick Bruna Huis, resolvemos que era tempo de comer qualquer coisa. No museumkwartier não encontrámos nada e demos por nós no centro. Isto de saber um bocadinho (pequeniiiino) de holandês algumas vezes dá jeito: subitamente ouvi alguém no meio da multidão a dizer que eram quatro e meia da tarde. E nós, almoço nicles!
Tínhamo-nos separado dos outros algumas horas antes e eles tinham-nos ligado a dizer que iam almoçar no centro, mas que no restaurante não tinham rede, por isso não ia dar para nos encontrarmos enquanto lá estivessem. Nós, eu, o Adam e o Derwin, achámos que já que estávamos no centro devíamos ligar-lhes. Claro que não havia um único telemóvel ligado. Perguntámos a alguém onde era o MacDonalds (esse mítico restaurante infelizmente presente na maior parte das viagens - e, por isso mesmo, um óptimo indicador do custo de vida de cada país) e lá fomos. Entretanto, ligou-nos a Marianna (parece que a Lorena lá conseguiu receber uma mensagem a avisar que eu lhe tinha tentado ligar) e apareceu-nos à frente no cimo de umas escaditas que iam dar ao Oudegracht (o canal). Descemos as escadas e entrámos num restaurante italiano para comer uma pizza às cinco da tarde. Os outros já tinham acabado de comer, mas ficaram a fazer-nos companhia.

A minha ponta da mesa

A outra ponta
Entretanto, ainda nem nós tínhamos começado a almoçar, já havia imensa gente a chegar para jantar (estes holandeses são malucos... almoçam um pãozito (é vê-los a sacar de uma tupperware com o dito, seja lá em que sítio for, e de uma embalagem de queijo ou fiambre ou qualquer coisa esquisita), jantam entre as cinco e as sete (às sete e meia é o cinema, os espectáculos,... se bem que a minha professora de Holandês dizia que era considerado muito moderno jantar às sete e meia uuuuuuhhhh! Resta dizer que a última sessão do cinema é mesmo às sete e meia, tirando à sexta e ao sábado, que é às 22h. Ah! E cada bilhete custa 9,5€) e o jantar é composto muitas das vezes de coisas com batata (batata esmagada com cenoura esmagada, batata esmagada com couve esmagada, batata esmagada com batata esmagada.....) e ainda a bela da salsicha (de que eu nunca gostei, mas também não gosto lá muito de perder muito tempo a cozinhar para mim, pelo que lá aprendi a comê-las nos dias em que realmente não estou com pachorra para cozinhar, no entanto com o mesmo desdém pelo sabor a que não me consigo mesmo habituar).
E, por falar em hábitos de cozinha e tempo que se demora na mesma, no outro dia um holandês disse que mais do que meia hora na cozinha é algo de impensável para eles. Se algum dia vocês forem a um supermercado holandês reparem na quantidade de coisas pré-cozinhadas que eles vendem, é qualquer coisa que provavelmente ofenderia uma qualquer avó portuguesa, digo eu (eu acho que a minha ficaria bastante chocada se eu lhe dissesse que compro batatas já descascadas - e há de várias formas e feitios: inteiras, em palitos, às rodelas, aos cubos - e já meio cozinhadas, daquelas que em menos de dez minutos estão prontas).
Depois de almoço, fomos passear um bocadinho mais, ver as vistas, tirar fotos, beber qualquer coisa a um pub, onde acabámos por ficar duas horitas.



Vejam lá o preço das rosas...

Um restaurante português e espanhol tinha de resultar numa foto com uma portuguesa e uma espanhola, obviamente...


---

O pub

A Domtoren à noite


O city hall

Às 22h da noite ainda não havia propriamente fome para jantar, pelo que resolvemos ir todos comer as famosas batatas fritas holandesas cheias de molhos (ketchup, maionese, manteiga de amendoim, agridoce, barbecue,... e ainda com a cebola crua em cima) e que existem à venda em tudo quanto é esquina (se os holandeses não fossem tão altos e não andassem de bicicleta, seriam provavelmente o equivalente a um gnr português sem bigode).

PATAT
Depois das batatas, que ninguém consegue nunca comer todas sozinho, fomos a um bar muito conhecido em Utrecht, o Olivier, que já foi em tempos uma igreja. Foi onde acabámos a noite a conversar, a jogar um jogo holandês (mas cujas regras eram tantas, que acabámos por criar a nossa versão do mesmo - eu e a Aydan ganhámos!) e de onde saímos por volta da manhã: eu, a Marianna e o Derwin em direcção a Rotterdam e o resto em direcção a um bar onde pudessem dançar um bocadinho.





O Olivier



Nós no Olivier
Tínhamo-nos separado dos outros algumas horas antes e eles tinham-nos ligado a dizer que iam almoçar no centro, mas que no restaurante não tinham rede, por isso não ia dar para nos encontrarmos enquanto lá estivessem. Nós, eu, o Adam e o Derwin, achámos que já que estávamos no centro devíamos ligar-lhes. Claro que não havia um único telemóvel ligado. Perguntámos a alguém onde era o MacDonalds (esse mítico restaurante infelizmente presente na maior parte das viagens - e, por isso mesmo, um óptimo indicador do custo de vida de cada país) e lá fomos. Entretanto, ligou-nos a Marianna (parece que a Lorena lá conseguiu receber uma mensagem a avisar que eu lhe tinha tentado ligar) e apareceu-nos à frente no cimo de umas escaditas que iam dar ao Oudegracht (o canal). Descemos as escadas e entrámos num restaurante italiano para comer uma pizza às cinco da tarde. Os outros já tinham acabado de comer, mas ficaram a fazer-nos companhia.

A minha ponta da mesa

A outra ponta
Entretanto, ainda nem nós tínhamos começado a almoçar, já havia imensa gente a chegar para jantar (estes holandeses são malucos... almoçam um pãozito (é vê-los a sacar de uma tupperware com o dito, seja lá em que sítio for, e de uma embalagem de queijo ou fiambre ou qualquer coisa esquisita), jantam entre as cinco e as sete (às sete e meia é o cinema, os espectáculos,... se bem que a minha professora de Holandês dizia que era considerado muito moderno jantar às sete e meia uuuuuuhhhh! Resta dizer que a última sessão do cinema é mesmo às sete e meia, tirando à sexta e ao sábado, que é às 22h. Ah! E cada bilhete custa 9,5€) e o jantar é composto muitas das vezes de coisas com batata (batata esmagada com cenoura esmagada, batata esmagada com couve esmagada, batata esmagada com batata esmagada.....) e ainda a bela da salsicha (de que eu nunca gostei, mas também não gosto lá muito de perder muito tempo a cozinhar para mim, pelo que lá aprendi a comê-las nos dias em que realmente não estou com pachorra para cozinhar, no entanto com o mesmo desdém pelo sabor a que não me consigo mesmo habituar).
E, por falar em hábitos de cozinha e tempo que se demora na mesma, no outro dia um holandês disse que mais do que meia hora na cozinha é algo de impensável para eles. Se algum dia vocês forem a um supermercado holandês reparem na quantidade de coisas pré-cozinhadas que eles vendem, é qualquer coisa que provavelmente ofenderia uma qualquer avó portuguesa, digo eu (eu acho que a minha ficaria bastante chocada se eu lhe dissesse que compro batatas já descascadas - e há de várias formas e feitios: inteiras, em palitos, às rodelas, aos cubos - e já meio cozinhadas, daquelas que em menos de dez minutos estão prontas).
Depois de almoço, fomos passear um bocadinho mais, ver as vistas, tirar fotos, beber qualquer coisa a um pub, onde acabámos por ficar duas horitas.

Vejam lá o preço das rosas...
Um restaurante português e espanhol tinha de resultar numa foto com uma portuguesa e uma espanhola, obviamente...
---

O pub
A Domtoren à noite
O city hall
Às 22h da noite ainda não havia propriamente fome para jantar, pelo que resolvemos ir todos comer as famosas batatas fritas holandesas cheias de molhos (ketchup, maionese, manteiga de amendoim, agridoce, barbecue,... e ainda com a cebola crua em cima) e que existem à venda em tudo quanto é esquina (se os holandeses não fossem tão altos e não andassem de bicicleta, seriam provavelmente o equivalente a um gnr português sem bigode).

PATAT
Depois das batatas, que ninguém consegue nunca comer todas sozinho, fomos a um bar muito conhecido em Utrecht, o Olivier, que já foi em tempos uma igreja. Foi onde acabámos a noite a conversar, a jogar um jogo holandês (mas cujas regras eram tantas, que acabámos por criar a nossa versão do mesmo - eu e a Aydan ganhámos!) e de onde saímos por volta da manhã: eu, a Marianna e o Derwin em direcção a Rotterdam e o resto em direcção a um bar onde pudessem dançar um bocadinho.
O Olivier



Nós no Olivier
Subscrever:
Mensagens (Atom)


