sábado, 3 de janeiro de 2009

o dia de ontem

Ontemo dia foi mais calmo. Acordei às 10h com o despertador e dormi mais um bocadinho até ao meio-dia. Para tomar banho, decidi que as condições tinham de ser outras. Limpei a casa de banho todinha antes de me meter debaixo do chuveiro. Nem vos vou descrever quantas nojeiras de lá saíram.
Depois mais uma crise de choradeira estúpida. Fui arranjar as sandes para sair de casa e lá saí para a rua. Deu-me uma dor de barriga estúpida que tive de voltar a casa.
Ao fim de meia hora, com telefonema da mãe e mais choradeira pelo meio, lá saí em direcção à Central Station para apanhar o metro.
Claro que tive de ter ajuda para comprar o bilhete, o que valeu foi uma mocita ter reparado na minha cara de "ok, e agora a quem é que eu peço ajuda?" e lá me explicou que eu devia comprar um anonymous OV-chipkaart e carregá-lo, que ali não podia ser com notas, que tinha de ir não sei aonde e blá blá blá.
Cartão comprado e carregado, lá fui eu e meti-me no primeiro metro que apareceu, como quem diz que segui o rapaz que me mostrou como pôr o cartão correctamente para poder entrar. Felizmente, ia na rota certa. Duas paragens depois, saí em "Beurs" e voltei a seguir o mesmo rapaz até à outra linha e lá consegui chegar a Rotterdam Blaak.
A primeira sensação que tive ao sair da estação foi a de "e agora? o que é que eu faço?". Olhei para as casas cúbicas com uma apatia incrível. Passei com a mesma apatia pelo edifício-lápis, pela biblioteca, grandes referências da arquitectura de Rotterdam. Tentei tirar umas fotos, mas a máquina não tinha grande vontade e disse-me solenemente para substituir a bateria, quando eu sabia que ela tinha a bateria carregada. Desisti...
Até que reparei no nome da rua "Hoogstraat". Era a rua onde a senhoria disse que havia o tal restaurante de portugueses. Andei, andei, andei, mas não vi restaurante que assim se chamasse e que tivesse alguma referência ou a Portugal ou a frango de churrasco. No entanto, passei por um café, Cafe Rubens, que fazia esquina com a Kipstraat, que me deixou esperançada. Não entrei, estava fechado e hei-de perguntar à senhoria se é esse o nome.
Aproveitei para ligar à Xana, enquanto andava, para lhe dar os parabéns, claro que houve novo choro com a conversa.
Voltei para trás e reparei que havia uma feira ou mercado junto à biblioteca. Vendia-se de tudo: calçado, legumes, fruta, queijos, plantas, roupas, carne, ... , tudo o que possam imaginar.
Depois de um telefonema da famelga e instruções para a máquina fotográfica funcionar, lá consegui ir tirar umas fotos (ainda não ponho aqui nada, porque esta net não é a de cá de casa e não funciona lá muito bem - só por mero acaso consegui encontrar uma sem password).
Voltei a entrar no metro meio à nora e fui até a um café de informação turística, onde pude ir à net, sem pagar nada, durante 15minutos (o suficiente para ver que tinha recebido um convite do international office para um jantar dia 5 e que já tinha passado a data limite).
Vim para a zona perto de casa andar às voltas pela Midellandstraat, que é uma rua cheia de pequenas lojas, take aways chineses e do suriname e onde fica também o Bas, o supermercado ranhoso onde fui já duas vezes. Tudo isto para não vir para casa.
Mas tive de vir e acabei por descobrir a internet milagrosa, o que me fez chorar que nem uma Maria Madalena mais uma vez.

Está a ser um bocado difícil. Confesso que a ideia de ir embora já me passou não sei quantas mil vezes pela cabeça, mas tenho de tentar, nem que seja mais um bocadinho... Pelo menos até conhecer gente.
Eu não sou de desistir, mas é a coisa que me apetece mais fazer depois deste fim-de-semana horroroso.

Agora vou tomar banho, que é para ir dar um passeio, que pelo menos com o frio a bater na cara não penso em grande coisa.

1 comentário:

  1. Acredita! É só na fase inicial!
    A mudança é brusca! País, língua e cultura diferentes!

    Dá tempo! E muito quase de certeza e provavelemnte, não te vais arrepender!

    Força Míuda!

    Dag ;)

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