Eu sei que não tenho escrito com tanta frequência. Esta semana foi mais cheia de coisas para fazer e tento sempre chegar o mais tarde possível a casa. Já se denota nas pessoas com quem costumo estar algum cansaço ao fim do dia, tanto pelas aulas como pelas noitadas que fazem em casa com as pessoas com quem vivem. Por isso, na quarta acabei por não ir ao Concordia, porque os cipriotas estavam cansados depois da primeira ida ao ginásio e porque a Sandra tinha o telemóvel desligado. São as pessoas que vivem mais perto de mim e para não fazer o caminho todo sozinha, prefiro ir quando algum deles vai. Por acaso não me lembrei de ligar ao Adam, mas também estava cansada e acabou por ser melhor ficar.
Ontem havia festa na International House. Combinei com o Fanis que me mandava um toque quando fosse para sair de casa, que seria por volta das 21h15, mas ele esqueceu-se e já só se lembrou com uma mensagem minha quando ia a caminho da dita. Fui lá ter, saí de casa às 22h10 e cheguei lá quase às 23h. A festa já tinha acabado. Era das 19h às 22h. Eu acabei de jantar às 21h.
Fui ter com eles na mesma lá dentro ao quarto do Lorenzo, onde a festa já tinha realmente avançado demasiado e já estava a acabar com um a vomitar na casa de banho. Resolvemos ir embora, ir até ao Cinéma, um club no centro. Ia a sair da International House e encontrei o italiano que mora aqui em frente, que tem uma tendência estranha para demorar a reconhecer-me à noite, mas que durante o dia, quando me vê a passar do outro lado da rua, assobia-me só para dizer adeus. Ele conseguiu desencantar uma bicicleta sem cadeado, embora sem corrente, mas trouxe-a com ele. Nós entrámos no eléctrico e ele ficou na estação a olhar para ele.
Chegados ao Cinéma, os australianos foram à frente e viram o acesso ao club negado. Segundo o porteiro, só podiam entrar pessoas com idade igual ou superior a 25 anos e com bons sapatos. Quando eles nos comunicaram isto, olhámos todos para baixo e desatámo-nos a rir: tudo de sapatilhas. Eu, o Fanis e o Kypros resolvemos ir para casa. Separámo-nos na Central Station, como sempre, e eu segui caminho até casa.
Não tinha andado muito, quando reparo numa figura conhecida a pé com uma bicicleta ao lado. O italiano daqui da frente. Uma hora depois o rapaz lá vinha, ficou chocado por me ver na rua àquela hora (quando dois dias antes nos tínhamos encontrado também por acaso mais ou menos à mesma hora; eu bem digo, aquele à noite deve ter o tico a dormir e fica com memória de peixe). Veio o caminho todo a falar, a falar, a falar. Ainda me convidou para ir a casa dele, mas eu recusei com um "tenho de ir dormir".
Hoje acordei a correr para ir imprimir um artigo de que precisava para a aula das 11h. Cheguei à faculdade às 10h54 e lá me pus a correr para os computadores. O login não dava. Pedi ajuda ao rapazinho do lado, que não conseguiu resolver o problema. Depois lá lhe pedi se ele me deixava imprimir uma folhinha e ele foi muito queridinho e deixou.
Fui a correr para a aula. Chego lá, deparo-me com um autêntico puto a dar a aula. Não é por mal, os profs aqui são todos bastante novos (tirando o das teóricas de História do Pensamento Económico; já explico), não têm nada a ver com aquelas coisas a cair de podre que já nem falar conseguem que apanhamos em Coimbra, mas aquele devia ter mais cinco anos do que eu no máximo dos máximos. E, para ajudar á festa, o rapazinho estava super nervoso, tremia todo a falar e quando as pessoas começavam a falar umas com as outras só perguntava "do you have any questions?", sem qualquer alteração no comportamento dos alunos.
Bem, adiante, a aula foi muito estranha. O rapaz põe-se a explicar muito rapidamente as ideias principais do mercantilismo, fisiocracia e da escola clássica(era prática de HPE). Passa-nos um artigo que dizia ele estava na net para nós imprimirmos (mas não estava nada, o homem baralhou-se todo e basicamente estive a imprimir aquela porcaria para nada), manda-nos ler, faz-nos perguntas, faz a ligação entre aquilo e a matéria e, de repente, sai-se com um "that's it". Acaba a aula ao fim de trinta e cinco minutos. Ainda houve lá um que perguntou se para a próxima a aula podia começar ao meio-dia, porque realmente levantar cedo, esperar pelo eléctrico, mais meia hora até chegar à universidade, ter aquelas tropelias com o computador e "that's it" não vale a pena. Mas pronto, aproveitei para ir imprimir as aulas todas e coisas que tinha em atraso, depois de ir ao Helpdesk perceber por que raio não conseguia fazer o login. Fiquei com mais de 100 folhas nas mãos para trazer para casa e ainda tive outra aula de Applied Microeconomics teórica,a que bem me apetecia não ir, mas tenho teste de hoje a oito e tinha mesmo de ser.
Hoje não houve sopa no Café Lisboa, porque tinha combinado às 3h na zona de Beurs com os outros erasmus para irmos às compras, por isso fiz uns pãezecos de manhã para ir comendo no intervalo e no final das aulas. Mas fui lá tomar uma bica :)
Eu não ia comprar nada, mas às 15h15 estava no Beurs Plein. Liguei à Sandra para saber onde andavam e ela disse que tinham adiado para as 16h.
Meti-me no eléctrico e vim a casa num instante pousar a tralha e encontrei-me na Central Station (peço desculpa, mas Estação Central soa muito mal!!!) com ela e com o Adam. Seguimos a pé até Beurs e andámos a ver lojas. O resto só chegou às 17h.
Muitas lojas depois.....
(os italianos às compras são piores do que as mulheres, demoram imenso, têm demasiadas dúvidas, pedem opinião sobre tons de cor de rosa trinta mil vezes e páram em tudo quanto é esquinas)
Às 19h, resolvemos ir embora, com uma pequena passagem para comprar o meu jantar (agora tem de ser todos os dias assim, o frigorífico continua a ser pequeno e o mini congelador que existe dentro dele continua a não funcionar).
Cheguei a casa e o Niels (o holandês daqui de casa, que ontem me ensinou a dizer algumas asneiras em holandês :D) apanhou-me em cima do escadote e escangalha-se a rir. É que o armário já está uma altura demasiado grande para mim e a única parte que me calhou é em cima, sem escadote tenho de andar aos pulos e não vejo nem em que é que estou a pegar, nem o que tenho lá ao fundo.
Depois de lhe dar o espaço ocupado pelo escadote para ele passar, comunicou-me que ia fazer "pasta with some groceries on" e perguntou-me se eu queria um bocado, que ele fazia sempre demasiado. Eu tinha as minhas almôndegas para fazer, por isso recusei.
Passado um bocado, bate-me à porta do quarto a perguntar se eu não queria mesmo e a mostrar-me a obra prima. Eu confesso que não resisti, tinha um aspecto óptimo mesmo, as almôndegas que se lixassem. E sabia mesmo bem.
Como ele cozinhou, eu lavei a loiça enquanto o alemão fazia as suas próprias pizzas (sim, pão, fiambre, queijo e mais umas quantas coisas). Aproveitei para o conhecer um bocadinho, porque praticamente ainda não tinha falado com ele. Resumindo, ele está aqui a fazer o curso, tem 21 anos (na Alemanha eles têm 13 anos de escolaridade antes do ensino superior e ele resolveu ir viver um ano para a Austrália antes de entrar na universidade). Contou-me também que o Niels era vegetariano desde há uns meses (daí os brócolos e o tomate na massa; se bem que aquilo também tinha chouriço ou qualquer coisa parecida). Entretanto, o Niels apareceu e eu pedi-lhe para ele me ensinar a cozinhar (lol), coisa que ele prometeu fazer.
Agora vou ficar por casa, já que amanhã vou conhecer Roterdão (lol) com os restantes erasmus e à noite vamos sair um bocadinho. Depois inicia-se o estudo intensivo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
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