Depois de encontrarmos uma estação de metro, que dá sempre jeito para orientar, lá seguimos num metro muito mal cheiroso e com gente um bocadinho estranha. Ao sair da estação, deparámo-nos com uma rua cheia de lixo no chão, pouca gente na rua e também algo estranhas. Perguntámos o caminho a uns senhores velhotes que iam a passar, que lá nos indicaram onde era a histórica Delfshaven.
Se clicarem ali em cima no "Delfshaven", podem perceber que foi deste porto que partiram os Pilgrim Fathers holandeses partiram para os EUA em 1620. É um pequeno porto um porto com veleiros antigos, em que os armazéns foram transformados em lojas de antiguidades, quadros e livros. Delfshaven é também famosa por ser onde nasceu o herói naval nacional Piet Hein (e não, não é o ex-marido da Alexandra Lencastre).
Foi também onde vi o meu primeiro moinho na Holanda. Estava fechado, só abre às quartas e sábados.
Delfshaven pertence agora à cidade de Roterdão, apesar de antes pertencer ao município de Delft. No entanto, a sensação que temos quando lá chegamos é que mudámos da cidade estranha, grande e ultra moderna para uma pacata aldeia à beira mar.
Primo, estou a usar as luvas e o cachecol!!!! :p
Depois fomos então para o outro lado do rio, onde ficam o Hotel New York e o Estádio do Feyenoord.
Chegados à margem sul, resolvemos tirar fotos com o porto lá ao fundo no meio do nevoeiro por trás..
... e com a Ponte Erasmus. Estava um frio horrível, porque junto ao rio estava uma ventania insuportável.
Fomos a correr ver o Hotel New York, que foi criado no início do século XX como sede da antiga linha Holanda-América. Ao lado vê-se o edifício Montevideo.
Apanhámos o eléctrico e fomos até à zona do Estádio, onde aproveitámos para comer... no Mac.
Seguimos até ao centro, onde fomos visitar uma casa cúbica por dentro, coisa que só é possível aos sábados e domingos entre as 11h e as 17h.
Daqui fomos visitar o museu marítimo, onde não se podia tirar fotos, mas nós tirámos duas. O museu em si é uma seca e não vale a pena gastar 7,5€ para o ver.
A única coisa que se aproveita é mesmo o De Buffel, um antigo navio blindado, que durante muitos anos foi um navio-escola. O bilhete do museu marítimo supostamente era também o bilhete para este navio, mas ninguém verificou se tínhamos bilhete.
O De Buffel está todo cheio de figuras humanas por todo o lado e cada sala tem um som de fundo exactamente como se estivesse em funcionamento. Eu entrei numa sozinha e assustei-me com um "psst" repentino, que me levou a dar um grito quando vi um boneco mesmo atrás de mim.
Fomos os últimos visitantes a sair do navio, por ordem dos altifalantes onde uma senhora nos dizia que o museu ia fechar a qualquer minuto. Fomos para casa descansar, o pé do Filipe estava cada vez pior e tínhamos de nos levantar às quatro e meia da manhã para ele ir apanhar o comboio para Eindhoven, já que o avião era de manhãzinha.
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